Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A hora do sono na escola de casa

Pulga. AVOGI
Pulga deitada no chão. Ao lado alguns bonecos também deitados todos de barriga para baixo.

-Deita-te. Abafa-te. Tens calor? 
Abafa-te já. Não ouves? Abafa-te tá frio e chuva. 
Dorme. 
Queres fazer chichi? Outra vez? A tua colega já está a dormir. Dorme também. Não tens sono? 
Abafa-te e dorme. Onde pensas que vais? Já para a cama. Deitados. Ainda não acendi a luz.

Tudo dito de seguida quase sem respirar acompanhado de uns XuuuuUUUUU que começa baixinho e vai subindo de tom. Algumas vezes levanta-se do chão e vai até junto dos bonecos que têm os nomes dos colegas (embora sejam mais frequente dois nomes) e abafa-os (só com gestos).

Ao telefone

A Pulga com uma caneta no ouvido a simbolizar o telemóvel.
-Gu-Gu? - falava a Pulga com o irmão que ainda não nasceu
-......
-Tás bom?
-......
- Já nasceste?
-......
- Ah, tá bem. E desligou a caneta.

No avião

Na altura da descida quando os ouvidos se ressentem da descompressão, começa a Pulga aos berros (pois tinha os ouvidos tapados).
- Avó? Hã? Não ouves? - perguntava-me. - Eu também não ovo.

Mas esta tem cada ideia!

Íamos para o jantar de domingo na casa da bi (bisavó). Sai-se a Pulga.
- Gostava de ex-pe-ri-men-tar (e soletrou bem a palavra) andar de cavalo.
- Bom - digo.
- Mas num dia de sol!
Pudera, estava escuro que nem breu de certeza que não veria o cavalo.

Ma que bilhardeira!

Estava a dar creme Halibut nas partes baixas da Pulguinha. A minha filha pede-me para não besuntar muito.
Bem adiante, estava a Pulga ao lado (sempre) e olha para a "fanfinha" da irmã e ...
- Eu vou dizer à mãe que tu deste creme na fanfinha. - Mas com um ar acusador que eu tremi como varas verdes (com medo da mãe, chiça).
- Tá bem diz. Olha, posso ir pôr-te a casa agora e já dizes.
- Não. Dá tempo. Digo quando eles chegarem aqui.
Ah pois dá tempo, mas logo que a mãe chegou, bumba, disse logo. Bilhardeira a gasguita.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um dente. Já?

Mal abri a porta do carro das Pulgas, ao chegarem a minha casa...
- O Gugu tem um dente - diz-me a Pulga com um largo sorriso, referindo-se obviamente ao Pulguito.
- E quem viu o dente? - Pergunta mais que retórica nesta situação. E estupidamente fui eu quem a fez.
- Eu cá não vi. - Resposta sincera de quem não entende as tradições.

Enchi-me de coragem e lá fui!

Depois do café na padaria do costume sugiro que se vá fazer um reconhecimento do que se passou. Ainda não tinha ido ao Funchal. Lá fomos pela zona hoteleira onde os turistas passeavam descontraidamente. E digo muitos turistas. Se bem que houve uma quebra de 15% não dá para reflectir-se na quantidade a passear na zona dos hotéis.
Não fui ao centro da cidade na zona mais afectada, mas passei pela ribeira de Santo António a mais caudalosa (aquela da fotografia da onda a galgar o muro). Tudo a decorrer na normalidade.
Mas o meu Funchal não, não o vi ainda. Só andei nas zonas circundantes.
Preciso de mais coragem talvez de um empurrão para descer...

Mais é mais ou menos, havendo mais é sempre o mesmo?

O número de vítimas mortais mantém-se nos 42, mesmo aparecendo mais corpos. Este número tem sido divulgado desde o inicio da semana. Mas ontem "foi encontrado um corpo o que eleva para 42 as vitimas mortais desta tragédia" disse a jornalista.
Não entendo. Soma-se ou subtrai-se?

Mais valia estar calado!

Bispo do Funchal satisfeito com a onda de solidariedade.
O Bispo do Funchal afirmou, esta quarta-feira, que a onda de solidariedade ocorrida na Madeira para com as vítimas do Haiti foi um «ensaio» para a tragédia que se abateu sobre a Madeira. «A generosidade das pessoas a propósito do Haiti foi quase que preparação para abrir o coração para aquilo que vinha a seguir e tocava directamente à porta».
"Foi um ensaio".

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma bofetada de luva branca

Não creio que seja uma bofetada mesmo de luva branca, mas sim uma lição de humildade e de solidariedade de um dos países mais pobres do mundo.

E...

...Começou a chover tal como se previa. Está na hora de recolher a casa.
Mas a chuva nunca fez mal a ninguém. É um bem necessário à vida. O homem é que tem por hábito desafiar a natureza. Daí os tristes acontecimentos. Que Deus nos guarde e proteja.

Parentesco

Recebo uma mensagem no telemóvel assim:
Qual o grau de parentesco entre a Dani (namorado do meu bisalho) e a Kikas (irmã do meu bisalho)? Existe?
Antes de responder, soltei uma gargalhada.

Ainda...

...Não saí para ver a minha cidade!
Falta de coragem? Sim, sem dúvida.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Amanhã...

...É dia de reflexão e regresso à Madeira. A ver o que nos espera. Mas, antes de lá chegar, há a dúvida acerca da descolagem do avião. Será que não vamos ficar retidos em Lisboa?
Ah, antes que me esqueça. A viagem de regresso pela companhia easyjet custou 12,49 € para cada um de nós.
Como? A TAP? O que é isso? Uma companhia aérea? Não conheço. E não me venham dizer que é mais segura do que as outras...
É mais barato viajar por Lisboa, alugar carro, pagar portagens do que directamente para o Porto. E porquê? Porque é (ainda) a TAP que detém o monopólio da linha Funchal-Porto. Até Março, que é quando a Transavia (low coast) começa a fazer viagens...e já não há vaga para este mês!

E hoje...

...Andámos a passear por Vila Real, Lordelo, Barragem do Alvão onde levámos com pedras de granizo, Parada de Pinhão, Torre de Pinhão, Sabrosa e Alto Douro Vinhateiro (descida de Sabrosa até Pinhão). Lindo, como sempre.

Ultimamente...

...Tenho tido pesadelos. E sempre relacionados com o meu rural. É casas a ruir, família a se dispersar, os netos a gritar, e outros...

Prefiro...

...Recordar a ribeira cheia de buganvilias...
...Recordar o Mercado...
é como quero recordar!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sabia que...

Em meia dúzia de horas, abateu-se sobre a Madeira uma quantidade de água que costuma cair no Funchal durante um Inverno inteiro. Foi uma bátega sem paralelo na história de Portugal: 114 litros por metro quadrado na capital (tem uma média anual de cerca de 750 litros, 250 no Inverno). Este valor é um recorde em Portugal - há alguns registos perto dos 120 litros e nada acima disso. Até ontem.

Ainda não me mentalizei!

Tem sido difícil assistir pela televisão à devastação da minha ilha e da minha cidade. Mesmo estando longe sinto na pele o sofrimento dos que lá estão. Afinal sou madeirense. E nós povo ilhéu somos chegados por que nos conhecemos ou se não nos conhecemos há sempre alguém na família que conhece alguém.
Nem sei como vou me sentir ao penetrar na minha cidade. Não vivi o dia, mas sinto-o. Ainda o sinto.
A todos os que me ligaram, deixaram comentário ou que de qualquer forma se sentem solidários com o sucedido agradeço de todo o coração.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Avó-senhora-dona

A Pulga viu a avó Maria (mãe do pai) a última vez no ano passado por esta altura. Naturalmente que não se lembrava da avó. Nós todos os dias falamos nos avós e até mostro fotografias para que não se esqueça da família.
Para a avó foi uma surpresa ver a neta.
Pelo caminho desde o Porto até Belmonte fui falando na avó Maria e no avô Zé.
Lá em casa a Pulga chamava "avó" e quem respondia era a avó Maria.
- Diz, filha.
- Não és tu. É a avó Gi.
Eu "tenteava" as coisas para disfarçar.
A Pulga ao fim de algum tempo já chamava pela "avó Maria".
Mas quando estávamos sós dizia-me ela.
- A senhora Maria não vem?
- Não é senhora Maria.- E antes que voltasse eu a repetir a lengalenga dizia ela.
- Dona Maria.

Mal-agradecida!

A avó paterna da Pulga deu-lhe um saco cheio de laranjas da laranjeira lá de casa. E disse-lhe para levar à mãe.
De manhã o avô fez um sumo e são realmente doces.
Ainda há pouco a Pulga pediu-me laranja. E como boa avozinha que sou logo fui descascar uma e mais uma para ela. Quando comia a segunda eu comi um quartinho.
Diz-me ela logo ainda eu estava com a boca aberta para dar a primeira dentada.
- É p´ra mãe.
- Então não comas mais.
- Não comas. É p´ra mãe.- Responde com voz autoritária.
Quer dizer...a que eu estava a comer é que era para a mãe.
Depois de eu ter cortado em partes, tirado a parte branca, a casca....
Mal-agradecida. Só visto, contado ninguém acredita!

Imagens que me chocam

Não consigo olhar as imagens da minha ilha sem que uma lágrima rebelde salte, sem eu dar licença. São imagens que me chocam pela fúria da água. há um ditado antigo que diz: "A água corre para o mar". E lá foi ela em direcção ao mar. Pela frente levou tudo o que encontrou. Mas não posso deixar de referir a incúria de muitos de nós ao julgarmos que só acontece aos outros. Também sei que as ribeiras foram estreitadas para dar espaço ao progresso.
A lha não aumentou de tamanho. Havia que ocupar o espaço onde a ribeira passava.
Para quê tanto espaço para um fiozinho de água? A resposta está à vista de todos.

E eu aqui sem saber de nada!

Sou acordada pelo toque to telefone móvel. A minha irmã (a viver em Londres) muito aflita a perguntar-me o que se passava na Madeira. respondo-lhe que não sei de nada. "Liga a televisão!"
Pedi para ligarem o aparelho e........
As imagens do meu rural!!!! O meu rural sempre limpo...Das ribeiras floridas com buganvilias... nada restava!
Só entulho, pedras e água muita água.
Imagens de desolação. Só!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Roupa nova

Esta minha Pulga imita-me em tudo. Se visto saia ela, quer saia se amarro o cabelo, idem. Mas surgiu um bigue probleme. A mãe fez-lhe a mala com calças nada saias. Eu trouxe saias.
Como pode a rapariga estar igual a mim?
E hoje lá fomos ao Norte shopping comprar uma saia castanha porque trouxe roupa nestes tons. E A Benetton estava a 70% . Foi um "ai nos acuda Nossa Senhora de Fátima que ficámos sem dinheiro para a serra da Estrela!!
E anda a rapariga de saia nova. Penso que vai dormir com ela como fez com as luvas e o cachecol....

E amanhã...

Esperam-nos (a mim, ao mê senhor e à Pulga) uns graus abaixo...
Vamos à Serra da Estrela.
A Pulga da única vez que viu neve (na Madeira) chorou tanto que a neve derreteu com as lágrimas.
Vamos ver como se porta lá desta vez com neve....a sério.
Tenho já uns rolos de cozinha preparados par ensopar o ranho, a baba e afins.
A Pulga vai à terra do pai e dos avós paternos no sopé da serra. Vai enregelar com o frio. Nós temos o calor da ilha entranhado no corpo, por isso o frio ainda é mais feroz connosco.

Três dias em Lisboa

Desculpem-me os lisboetas, mas Lisboa para mim é a capital do meu país e mais nada. E desta vez detestei mesmo estes dias. Posso resumi-los em:
Frio...Frio...Frio...
Chuva...Chuva...Chuva...
Vento...Vento...Vento...
Escuro...Escuro...Escuro...
6º C...7º C...6º C...
Chego ao Porto:
13ºC...12ºC...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bom Carnaval...

...A todos os que nos visitam.
Sejam felizes nestes dias. E sempre.

Este avô!

Pai e mãe das Pulgas foram ao cinema. Avó ao cabeleireiro. Quem ficou disponível para cuidar dos netos (dos três)?
Quem? Não oiço, mais alto.
Exactamente! Claro como a água cristalina: o avô!

Cosmética

Há muito tempo que não ia ao cabeleireiro. A dona até me abraçou e beijou e fez um descontozinho no trabalho. A minha neta - a Pulga - olha para mim e diz.
_ Avó, tás penteada. - Afirmou com a admiração estampada nos olhos.
É que o pobre do anjo "nunca nã" tinha visto a avó com o cabelo...esticado e penteado.

Cortar a beira

-Pôe-te quieta pa eu te cortar a "beira" - dizia a cabeleireira a uma menina que não parada um instante.- Ainda te dou uma tesourada.

Infiada

- Coitada a pobre da "rapareiga". "Nã vê com´ela tá infiada"?
Dizia hoje no cabeleireiro uma senhora a outra quando uma jovem vomitou.
E realmente ela estava branca...verde....cinzenta...

Olha, ouvi dizer...

...Que o "Sol" esgotou-se?
E vai esgotar-se mais logo à tarde. Uma edição extra vem a caminho.

"O po(l)vo é quem mais ordena"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma outra paixão

AVOGI
...VIAJAR.

PORTO.

A CIDADE E TODA SUA ABRANGÊNCIA.

Besoirar

Andei a "besoirar" todo o dia que nem vim aqui ao meu cantinho. Que saudades que eu tinha!

Triiiiimmmmm, triiiimmmmm

Fiz uma chamada para uma amiga do meu bisalho.
Digo tudo de enfiada para não me esquecer...
- Olá Cheila. Desculpa este voz de bagaço. É que estou constipada...
- Desculpe. Dever ser engano....
- Cheila? Sou eu. A mãe do Greg, sabes? Ele pediu-me para te ligar....Olha não me conheces? É por causa da voz...? Sou a Gi, mãe  do Greg...
- Olhe... volto a dizer...está enganada. Eu não sou a Cheila.

Uma das minhas últimas paixões

...Fotografar...
Fotografar...
Baía do Funchal ao entardecer. Não me canso!

Outra paixão: O MEU RURAL

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tou meia semenas!

Hoje "não dou um prá caixa" como se costuma dizer por cá. Estou com o pingo a escorrer pelo nariz abaixo ao escrever estas linhas. Tenho o teclado já pingado. E com os "atchims" que eu dei daqui a pouco não consigo ver o monitor. É que eu espirro para frente e não ponho a mão na boca. Para quê? Para sujá-la? E depois limpar na roupa? Não não.
Simmmm, eu sei que devia pôr, mas não ponho e pronto. Vou mas é fazer como os pequenos da escola, limpo o nariz na manga da blusa.
E se não tiver blusa de manga comprida? Limpo no braço!
Olarilha!

O verde que a terra nos dá


Há dois meses atrás, a 5 de Dezembro, plantámos e regámos

Nos outros dias a natureza fez o seu papel.
Com a chuva elas cresceram
Hoje as couves e as alfaces estão prontas a serem consumidas. "Benzá Deus!"

Não tem dedo para anel

Ontem a minha tia estava pronta para sair. "Deito o olho" ao quarto e estava sentada na cama, enrolando um bocado de papel higiénico.
Aproximei-me e vi que enrolava num aro. Era a aliança de casamento. Claro, como está magra os anéis caem-lhe dos dedos. A solução era enrolar papel à volta para pôr no dedo. (E isto para ela é complicado ainda por cima eram os óculos antigos.)
- Se os anéis ficam largos deixe-os em casa.
- Mas é a aliança.
-Titia, toda a gente sabe que já foi casada e agora é viúva.
- Mas não saio de casa sem aliança.
Mas saiu.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ai, vê melhor, pois então!

Agora tenho a certeza que os óculos (novos) estão com a graduação correcta e que a tia-velha vê melhor e bem.
Ainda há pouco olhou para mim e disse.
- Tás bonita!
Só pode ser efeito dos óculos novos!
Deixa-me rir...

Novos ou velhos tanto faz

Já que estávamos na cidade uma voltinha a dar era pagar e buscar os óculos da minha tia. Ora bem, pus-lhe os óculos no nariz e perguntei se via melhor. "Não. Tá igual!"
Em casa voltei a dizer-lhe que os óculos eram novos. Perguntei se achava alguma diferença. A mesma resposta: "Não"
A vizinha telefonou (para saber da amiga). Contei-lhe que tínhamos ido ao Funchal à médica e buscar os óculos, mas que ela nem ligou. Nem se apercebeu que eram novos.
Ao jantar, tirou os óculos para deitar o colírio nos olhos. Olhava e mirava. Depois disse-me:
- Estes óculos são novos.
- Ai, pois são! - respondi,  julgando que tinha fixado o que lhe dissera acerca deles.
- Não sei...acho que foi a Dona Bernardete que me disse...
Pois, o que a amiga lhe diz fixa o que eu digo escoa-se...

Meseinha

Na clínica vem uma senhora à procura de um lugar para se sentar. Ao longe vê um espaço e avança rapidamente (não vá outro também ver e ocupar...). Ao chegar ao espaço pára.
Olho para ela e aconselho-a a sentar-se ao meu lado na cadeira vaga.
Ela vem e :
- "Nã teinha reparado quéra uma meseinha!"
Era era uma mesinha sim senhora, o tal espaço.

Há muuito empo

Há muito tempo que eu não via umas meias "aponteadas".
A tal senhora ao sentar-se, deu-me uma tentação para rir ao olhar para as pernas dela.
A princípio parecia-me uma cicatriz vertical na perna, mas ao olhar com mais atenção reparo que eram as meias (claras) cosidas com linha castanha (escura). E com cada alinhavo!  E mais... eram pelo joelho.

Sou madeirense sim senhora

Nada e criada cá na região mas às vezes não entendo os meus conterrâneos a falar.
Ainda hoje um casal falava, falava na clínica e eu a tentar perceber o que diziam. Juro por Deus e pelas três pessoas da Santíssima Trindade que não os entendia. Eram de campo, mas será que usavam código...conjugal?

Intoxicação digitálica

Dia de consulta na cardiologista. Depois das resmunguices habituais lá consegui levar a tia-velha.
No consultório vomita na presença da médica. Falei que anda desorientada, com vómitos, tonturas, fadiga, em suma: letárgica.
Mandou que se fizesse na ocasião um electrocardiograma.
Resultado: intoxicação digitálica devido ao medicamento que toma para a arritmia.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Álbum de fotografias

Hoje ao arrumar uma gavetas
encontrei uns albuns de fotografias.
Não resisti...
Sentei-me e coloquei-os de lado para mostrar às Pulgas
relembro cada fotografia
cada momento
momentos de alegria
sorrisos de felicidade
que escondem paixão, amor, carinho e ternura.
Extasiei-me com cada.

Mas... são nas dos meus filhos, pequenos
que demoro mais tempo...
a ver...
a olhar...
a apreciar cada sorriso
cada momento.
Parei por aqui...

Festa da Flor, Abril de 1985

AVOGI mê senhor e filhos
É verdade.

Ando a remexer nas fotos antigas para sexta feira mostrar às Pulgas e descubro cada preciosidade.

Aqui também no mesmo cortejo alegórico.

Festa da Flor, Abril 1985

AVOGI e Bisalho
Esta fotografia esteve em exposição na montra de um fotógrafo cá do rural.

Acho-a um carinho.

Pensamento meu: há frases...

E hoje que prometia ser um óptimo dia de repente tudo mudou!
Bastou uma frase.
Dias assim... também há.
Em que só me apetece... fugir.

Ser avó é...

...ter os braços a doer de dar colo...a três.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eu aqui...ele ali...

..O que se faz num domingo à tarde? Sim, um daqueles domingos chatos com chuva a bater na janela? Eu pasto aqui prostrada em frente ao PC.
O meu senhor? Esse tá dando cabo das mãos numa obra de engenharia (ou será de EVT?), uma engenhoca para as netas... (e a deitar aparas de madeira para o chão). É que ele não pode ter as mãos sossegadas, quietas, sem mexer, sem inventar ou criar.
Este avô! É que não dorme só a pensar com pô-las confortavelmente à mesa!
(Depois mostro a obra. Está documentada em fotografia.)

E hoje...

...Que eu estava a programar um dia na horta ...
Pois não se pode contar com o ovo no cu da galinha!

Depois...

...De um dia de sol, manga curta e roupa no estendal a secar a chuva regressou.
E a roupa continua no estendal a ...molhar, a manga voltou a tapar o braço, o sol sem aparecer e litros de água a cair do céu.
(E o meu genro dizia ontem que não viria mais chuva! Que boletim meteorológico leste? O do Brasil?)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Banquete

Os meus "grades" (cachorros) resolveram surpreender-me de manhã com a lata da ração espalhada pelo quintal. Foi um verdadeiro banquete, um buffet, uma festança. Um repasto digno de reis. Comeram o que iriam comer nestes dias, por isso de castigo hoje e amanhã: jejum e abstinência.
E vão pensar no assunto. Porque se acontece mais alguma vez garanto que ficam mais dias sem comer.

Porque...

...É que à noite não preciso de dizer à tia-velha para se despir, mas de manhã preciso de dizer para se vestir?

Ser avó é...

...Dar continuidade à árvore genealógica, é ser mãe duas vezes, é dar descanso aos pais, é dar aos netos aquilo que muitas das vezes não demos aos nossos filhos. Enfim, ser avó é ser babada pelos netos.
( João)

Valeu a pena

Irritei-me com a chuva. Zanguei-me com São Pedro.

AVOGI
Mas valeu a pena...

ter chovido o que choveu,
ter-me zangado o que me zanguei,
ter crescido a erva que cresceu,
ter sofrido para arrancar a erva que arranquei.
Mas aqui está o produto.

Mais umas alfacinhas da minha horta.
São tenras, frescas, sem aditivos nem corantes nem conservantes.
Assim como que a crescer ao Deus dará!

E digo mais... tem para dar, oferecer e vender...
Mhanc, mhanc...

Vai dar cartas

A Pulguinha sabe que lhe dou "tau-taus" na costa da mão quando faz algo mal. Mas estes "tau-taus" são dados devagarinho e 3 de cada vez com contagem quando dou o "tau-tau".
Não é que para me provocar, (só pode ter sido) esta "gasguita" parte a ponta do lápis, olha para mim e ela própria dá as palmadas na mão exactamente como faço? E ainda por cima a olhar para mim com ar de gozo!
É esta que me vai ensinar...Quando crescer vai dar cartas...ai vai...vai

Ser avó é...

...Acordar com a pressa de ir colar na caderneta o resto dos autocolantes...

A princesa e o sapo

Na FNAC aproveitei para comprar um livro da "Princesa e do Sapo" com autocolantes. Uma actividade que a Pulga irá fazer muitas vezes ao ingressar no 1º CEB. Enquanto decorreu a apresentação do projecto da modalidade que estávamos a presenciar, a Pulga aproveitou para autocolar alguns.
Diga-se de verdade, a gasguita tem jeito, tanto para tirar o autocolante bem como para colar devidamente
Mas a quem sairá a Pulga? Digo já que a mim não. Até me dá uma "brotoeja" pelo corpo todo quando vejo alguém fazer o que quer que seja lentamente.
Mas já o avô....sim... a rapariga sai ao avô na perfeição. E remato com uma frase que ele aplica: "quem faz faz bem feito".

Na FNAC

Ao estarmos em silêncio na apresentação de um projecto, na FNAC... de repente um cheiro a "titica" (cocó).
- Avó, tá cheirando a cocó, mas eu não fiz cocó nas calças - disse logo a Pulgas em alta-voz.
Mas pelo sim pelo não o avô confirmou, colocando a mão no "rabichol" dela.
Não era dela que vinha o cheiro.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ser avó é...

... Passar o serão de sexta-feira, mostrando fotografias da família à neta.
E ela babada...

Já está!

A Pulga agachada a brincar com os bonecos. Olho para ela. Está vermelha como uma pitanga.
- Estás a fazer cocó?
Abana a cabeça em sinal de afirmação.
- Já está! - disse aliviada. Uma bolinha de ping-pong castanha.
Enfim...perfeitamente normal.
Assim seja.

Porque...

...É que ao fim de algum tempo com um carro que não precisa de chave para pôr-se a trabalhar (basta carregar no start) ainda eu e o meu senhor levamos a mão abaixo do volante onde supostamente se coloca a chave? Mas sem ter chave na mão!!

Tradutor

Quando não há nada para fazer...brinca-se...com o blog. Acabei de instalar um tradutor. É que tenho família emigrada e assim os filhos (que só falam a língua do país, infelizmente) podem acompanhar as peripécias dos Pulguedo´s através dos meus artigos. Já não há desculpas. Mas estou-me a rir, sozinha. Já o coloquei em croata: Avogaria (i buke) chinês: não tenho caracteres, em africânder: Avogaria (en vlooie), em checo: Avogaria (a blechy), em árabe: Avogaria (...). Seja em que língua fôr é sempre: AVOGARIA!

Alice no país da smaravilhas

Alice (a tia--velha) ontem esteve onde gosta. Na cama(no país das maravilhas). Saí para dar as tais voltinhas. Fui tratar dos óculos para nem ter de sair de casa (agora quando sai fica mal-disposta, dá-lhe tonturas e até vomita). Cheguei a casa (pelas18h) e estava no país das maravilhas. Nem a acordei. Ao jantar chamo-a.
- Jantar? Não quero nada.
Só para não sair do sítio.
Mas a Alice saiu, jantou e voltou ao seu lugar encantado!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Apaziguador

A Pulga usa a nana para dormir, exclusivamente. Bom, ela tem 4 anos e eu disse à mãe Pulga que não seria altura certa par ir tirando o hábito de mamar na nana.Na consulta dos 4 anos falou à pediatra que desaconselhou. "É um apaziguador"
Bem, na minha fraca escolaridade médica (ou nenhuma) penso: é por isso que chegam à escola com 6 anos feitos para frequentar o 1º ano de escolaridade meninos/as ainda com chucha.
No antigamente tirava-se a chucha nana ou whatever logo que iam para o jardim de infância. Bem sei que os tempos mudaram, mas entendo que hoje em dia se desvaloriza a criança, subestimando-a.

E na minha prospectiva imagino os meninos na porta do quartel já com 20 anos de chucha na boca esperando que abram os portões e as meninas no dia do casamento entrarem pela nave da igreja de chucha ou de nana assim como a foto superior da minha Pulga (que vai perdoar à sua "avó gira" como ela amorosamente chama estas coisas loucas que diz sobre ela.)
Isto claro só para dar um pouco de humor ao texto.

Mas que calor!

Logo pelas 8:30 vou à janela despedir-me da Pulga que ia para a consulta de terapia de fala. Vestia um vestido, collants, um cardigan e por cima um kispo. Ia mesmo quentinha pois estava frio.
Olha para o caminho chão (nome pelo qual é conhecido o espaço recto em frente a minha casa) e...deparo-me com uma vizinha que passava. Vestia umas bermudas de cintura descida (com o pneu abdominal à mostra), top de alcinhas e nos pés umas chinelas (ou havaianas como hoje em dia se chama).
Qual das duas era a desafiadora?
É que "tava" um "briol"...

Para o sócio Nº 101 195



Para o meu bisalho sócio do Glorioso aqui vai um santinho.

Voltinhas e mais voltinhas amor vamos embora!

Hoje "caminhei" de casa. tinha tanta coisa para fazer. Ir ao ginéc.., ao oculista por causa dos óculos da tia-velha e outras voltinhas.
Tinha fome, muita "angrinha" (vem do inglês angry). Eu e o meu senhor "abuseiramo-nos" (sentá-mo-nos) numa tasca. cheirava a ...tudo o que cheira numa tasca.
Pedi uma sandes de carne de vinha- d´alhos num bolo do caco com manteiga (poça, também mereço de vez em quando umas mordomias a mim mesma!)
Soube-me!
À saída, ao pagar disse para o patrão.
-Olhe, diga por favor, à pessoa que preparou a carne de vinha d´alhos.... - E o homem com os olhos esbugalhados à espera da reclamação!- Que a carne está ... - e ele a olhar para mim...à espera...- ÓPTIMA!
E ao ver o sorriso estampado e o ar de de alívio dele na cara disse-lhe - Foi o senhor!
De sorriso largo e falando à venezuelano explicou que é quem prepara toda a comida.
Bem que está sempre cheio todo o dia...

Bengalaaaaaaa! Uuuuuuuuhhhh!

-Não sei onde pus a bengala - diz minha tia ao passar por mim.
- E já procurou?
- Não.
E pronto. Sentou-se de sofá à espera que a bengala chegue até ela.
Tá mal-enganada!

O que era anormal há 20 anos atrás passou a " perfeitamente normal" actualmente

Não sei se a nova geração de pediatras estudou pelos mesmos manuais que estudaram os seus antecessores. Isto a propósito da pediatra achar "perfeitamente normal" uma criança de 3/anos fazer cocó nas cuecas.
Ora então resta-me achar que eu há 20 anos atrás é que era a "atrasadinha anormal".
A minha filha passou por uma fase de não querer fazer cóco. Eram caganitas de cabra o que evacuava. Comprimia as nádegas e não permitia que as fezes saíssem. Era bebé-gel pelo rabo acima e mesmo assim ela recusava-se a fazer, ou então fazia nas cuecas (as tais bolinhas).
Até que um dia já farta de a convencer com falinhas mansas e ela a medir forças comigo, chegou-me a mostarda ao nariz e bumba...senti-a na sanita, escancarei-lhe as nádegas, palmada no rabo e agora deita cá para fora.
A Pulga sofre do mesmo mal. A mãe que coitada ficou "trumutizada", (como dizem alguns madeirenses) abordou a pediatra que acompanha o crescimento das Pulgas sobre este assunto.
- Perfeitamente normal nesta idade fazerem cocó nas cuecas.
Hã? Normal? Normal para mim é fazerem na sanita.
E lá a Pulga (porque é normal na sua idade?) de vez em quando só se lembra quando o dito já saiu.
"Filha querida, perdoa-me as palmadas que te dei para fazeres o coco na sanita. Tu eras normal, a anormal era eu."

Bem diz o mê senhor que faço tudo à louca

(Isto logo a seguir à cena do meu dedo e o facto de estar com o saco do congelado em cima dele. Por isso aconteceu... )
Abro a porta do frigorífico tiro a tigela da sopa, a porta fecha. O que acontece?
Pois ...foi isso mesmo...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hipoteticamente...só hipoteticamente...

É que hoje não escrevo mai nada. Depois de ouvir: eu bem te aviso, fazes sempre as coisas à pressa, é a cadeira, é o cinto de segurança, é a tira da bolsa, é....é...é... um dedo preso na porta do carro por fazer tudo à pressa!
Mas que coisa! Tudo à pressa e dá nisso. E o dedo a inchar...a sangrar e ele a falar...a unha a enegrecer...e a lágrima a cair...a dor a aumentar... e o meu senhor a falar...e a pôr-me o dedo debaixo da torneira...e eu a ouvir o sermão das 3horas. Cala-te oh meu senhor, já sei que a ti não te acontece nada.
Pragas. E eu fechei a porta devagar... (senão era mais um sermão)
E estou aqui com um saco de sopas (congeladas) no meu polegar direito (não, é o esquerdo, chiça, isto de ser canhota baralha a minha lateralidade.)

Um dia com....a tia-velha!

Começo pela meia noite e um minuto: dorme.
Meio-dia: acorda, levanta-se,vai à casa de banho, senta-se pó chichi, levanta-se. Vai à cozinha senta-se para o mata bicho. Pergunta se pode deitar-se mais um bocadinho.
Levanta-se, vai à casa de banho (senta-se....).No quarto deita-se, dorme até às 14 horas (e isto porque eu a acordo).
Levanta-se, vai à casa de banho (senta-se...), vai ao quarto tira a camisa de noite (porque eu a obrigo) e veste-se(sentada).
Levanta-se, vai a casa de banho (senta-se pó chichi...) levanta-se, senta-se no sofá . Dorme
Acordo-a para o almoço.
Levanta-se (do sofá) vai a casa de banho, (senta-se para fazer chichi), levanta-se, vai à cozinha senta-se para comer. Levanta-se, vai a casa de banho (senta-se pó chichi) levanta-se vai para o sofá. Senta-se.
Dorme.
E o dia continua assim até se deitar lá pelas 22 horas.
É um: levanta-se do sofá, vai à casa de banho, senta-se na sanita, levanta-se da sanita, senta-se no sofá, levanta-se do sofá, senta-se na cadeira da cozinha, levanta-se...senta-se...levanta-se...senta-se...
Vida de quem já muito andou, trabalhou, cuidou dos sobrinhos (eu e meus irmãos) e sobrinhos -netos (os meus filhos).
Por isso deixo-a descansar!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Há situações que me transcendem!

Pulga. AVOGI
A Pulga na sua brincadeira com os bonecos fala de uma forma que me assusta. De uma forma imperativa: Deita-te. Não batas nele. Vais levar. Vais para a sala dos bebés. Dorme. Não ouviste? Deita-te, já! Não quero ouvir um pio. Agora dorme, ouviste L. Barros. Ouviste? Pára.
E muitas vezes repete as palavras: dorme, cala-te, levas.
Isto acompanhado de berros, muitos berros.
Fico a pensar se será uma imitação da escola ou se é invenção dela próprio da idade.

Amanhã é um novo dia. Melhor, hoje é um novo dia

Marcava meio dia no relógio da cozinha. Vou ao quarto chamar a tia-velha. "Que horas são?" pergunta ela.
- Ainda ficava mais um bocadinho na cama- sempre a mesma frase: o chavão matinal.
Mas hoje como eu estava de boa maré e logo após a toma das pastilhas e do café dei autorização (até me rio com esta palavra) a que deitasse mais um pouco.
Duas horas da tarde.
- Vamos se levantar- digo-lhe.
- Que horas são? - O tal chavão matinal.
- Cinco horas - respondo delicadamente.
- Dormi o dia todo?
- Vá. Toca a se levantar.
Andei numas voltas cá em casa e ...de repente lembrei-me que não a sentia de pé. Pois...continuava na cama.
-Titia, são 6 horas! Mas na realidade eram 4 horas da tarde
- Hã? Dormi o dia todo?
Levantou-se e dirigiu-se à cozinha. Sentou-se no lugar onde costuma tomar o pequeno almoço.
Mexia e remexia na caixa de medicamentos. Olho e apercebo-me de que está pronta para a primeira refeição da manhã.
Para ela era um novo dia!

Chuva

Ai chuva... tu "na matentes"* mais!
E penso muito a sério. Será que ainda temos nuvens? Será que ainda vai chover mais? Poça, há qu´anos nã chuvuia assem...
Com tanta chuva o slogan que havia (digo havia porque nunca mais o vi na televisão) sobre poupar água estará agora fora de moda porque ela cai do céu.
* Não me atentes, não me irrites, não me chateies

Pensamento meu: Mulher sofre!

Isto de viver numa casa é... "ai é tão bom viver numa casa!" Além de não ter ninguém por cima e por baixo a chatear, silencioso, mais isto e mais "aquilho", mas quando o tecto mais parece estalactites e a água cai alagando o chão... aí sim, vejo como é bom...
E disse bom-dia à esfregona e ao balde. E o meu senhor pôs-se por cima de mim (salvo seja a má intenção) a deitar toda a folhagem do telhado/telha/terraço para baixo e eu por baixo dele (salvos sejam os maus pensamentos) a recolher toda a "matagueira" que caía... Era esta que "atopia" (entopia) os ralos.
Por isso a manhã foi assoberbada de trabalho.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Há canos

Credo! "Há qu´anos" que não dizia esta expressão! Disse-a ainda há pouco a uma amiga que não falava com ela há qu´anos!*
* há que anos

Porque...

...É que hoje em dia as mães têm medo de dar um raspanete nas crianças? Traumatiza? Quem? Os adultos que presenciam tamanha falta de civismo e educação em crianças com 3...4 anos.

Há...

bisalho. AVOGI


...Um mês que não vejo estes olhos!
Que saudades do meu bisalho!