Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

terça-feira, 31 de maio de 2011

Hoje elas, amanhã nós

A CIDA uma amiga dali da frente, do Brasil, sim que o Brasil fica ali adiante, amiga destas lides e que só nos conhecemos daqui, tem um blogue que adoro ler. Histórias, pensamentos, anedotas, frases bem verdadeiras ...ora não é que ela gosta  do que escrevo sobre a tia-velha? E pede-me mais e mais (estou a brincar). Atão hoje presenteou-me (com um presente) além de me convidar a ir ao blogue dela (como se fosse necessário, logo eu que estou sempre lá caída!)
Por isso faço-me de convidada e convido (isto hoje está repetitivo, não consigo arranjar as palavras certas!) a lerem o blogue dela e por que tudo o que ela escreve tem como objectivo nos levar a pensar no futuro.
Oras então entrem e sigam-me. Vamos até lá.

Ah, assim sim

Ora vamos lá a levantar esse "rabichol" da cadeira que isto merece que se leia de pé. Já estão?
Ora então cá vai, mas antes vamos dar "uma viva p´ra que viva" a mim. Claro que estou a falar do que sempre ansiei. Continuam de pé? Mantenham-se assim, firmes e hirtos mais um pouco, não murchem que isto merece; "uora" se merece.
Sexta-feira, logo de  manhã, e de manhã é que começa o dia; e eu também começo quando não durmo até... (não digo, tenho vergonha!) acordar. Sim, eu durmo até ...acordar.

Sexta-feira passada até cresci e nem imaginam a satisfação quando...continuam de pé, não é? Pronto, devem ter as canelas a tremer, mas o que vou dizer fica entre nós, e nós não vamos divulgar.

Pesei-me. Com sapatos, meias, colar de pedras (preciosas,) um casaco que de manhã corre um briol e a balança apontou 65 quilos. Whaw, baixei uns gramas clap clap clap agora sentem-se vá lá... o que se faz quando se comemora algo, hã? Um jantar, não é? Atão o jantar nesse dia foi o de sempre das sextas quando as Pulgas estão aqui; e uma vez que baixei uns míseros gramas avançou uma ementa suave: Batatas fritas, com ovo frito, com bifes de frango frito e salada (não frita); e para sobremesa umas douradas. Ah, pois, aqui são douradas, mas acho que o nome certo é fatias paridas e quem as pariu? Eu.  Portantos, nada calórico nada bombórico nada gordurorico. E vivó velho!
Não querem saber se depois disto a balança subir acima dos 65?
Eu também não quero por isso ficamos assim!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mas afinal! Comer sopa logo de manhã!?

Ao jantar (ontem) fui chamar a tia-velha para se sentar à mesa. Nós já tínhamos jantado mas ela estava a repousar por isso, deixei-a.
Lá vem arrastando as pernas, as pantufas quase a saírem dos pés, bengala numa mão a outra a segurar-se pelos cantos da casa (agora não vem directamente, vem pelos ângulos da casa para se manter apoiada à parede)
Ponho a sopa e logo começa a cantilena destes dias: não quero mais, não posso mais, tou cheia, não tenho vontade.
Insisti para comer e logo dispara: "mas também, comer sopa logo de manhã, ao pequeno-almoço!"
Resta dizer que era noite cerrada assim de um azul meia-noite.

domingo, 29 de maio de 2011

Avó maria cheia de graça...

- A titia está rezando à avó Maria! - diz a Pulga muito admirada ao ver a tia-velha benzer-se e rezar à noite sentada na cama, e como a avó paterna chama-se Maria...

Família


Pedi à Pulga ( 5 anos ) para desenhar a família. Não lhe dei outras directrizes somente para desenhar a  família. Está completa embora ela não viva na mesma casa que os avós nem com a titia, a relação entre ela e eles (avós) é muito próxima. A  avó é a matriarca da família merece um lugar de destaque - a meio e mais alta que todos.
Psicólogas, alguma está de serviço hoje, domingo? Expliquem lá...o significado deste desenho.

Pensamento meu (até onde chegará!?)

Por vezes os outros dizem aquilo que nós pensamos e quando isso acontece só há uma coisa a fazer: pedir licença para copiar. Em falta de palavras da minha autoria, deixo aqui estas da PFIA que retratam exactamente o meu sentir. Com o título: "Andará à procura de petróleo?" quedo-me apenas com um pensamento: até onde chegará!?

Desperta-me alguma piedade ver uma pessoa afundar-se num buraco cavado pela sua própria maldade. Tanto na vida como na blogosfera. Sobretudo quando essa pessoa que se afunda, ao invés de estender a mão e suplicar por um resgate - que a acontecer seria movido única e exclusivamente pela piedade de quem assiste, note-se - vai esperneando e destilando veneno para todos à sua volta. Será que ela não percebe que ao espernear vai esgravatando cada vez mais fundo e aumentando a profundidade? E que o veneno que destila - aos que assistem na berma do buraco - lhe diminui seriamente as hipóteses de resgate? Será?

sábado, 28 de maio de 2011

Fim de semana, pois então!

A todos, sem excepção: aos amigos, aos inimigos, aos conhecidos, aos desconhecidos, aos que gostam, aos que não gostam, aos que significam muito para mim, aos que não significam nada, aos que usam o meu nome em vão, aos que vêm cá ter por curiosidade desejo do fundo do coração um santo fim de semana.
E se há momentos relaxantes em que considero de autêntico bem-estar é ver o pôr do sol na baía do Funchal (na minha ilha-Madeira) precisamente no exacto momento em que ele se despede no horizonte.   
Bom Fim de Semana.

Fotografia: Baía do Funchal ao entardecer

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quando...

...Se leva a noite toda a sonhar...(e não me venham dizer que um sonho leva somente 25% da noite) é sinal de uma noite bem ou mal dormida?
É que a noite passada voltei a sonhar e parece que levei a noite toda embrulhada no sonho e de manhã acordei cansada, mas se fosse só isso até dava graças a Deus, mas não. Acordei virada para o lado direito, oras quando isso acontece é sinal de que passo o dia mal-disposta (do estômago e não dos bofes) em sobressalto e com dores na cabeça, precisamente na parte de trás (que se fosse à frente punha rodelas de semilha na testa e era remédio-santo)

Mas pergunto: sonhar a noite toda é sinal de dormir bem?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mas este tempo...nem dá tempo

Logo de manhã um dia de sol lindo.
Toda a gente que saiu de manhã colocou as suas sandálias e vestidos leves devido ao calor destes dias, mas depois... depois uma chuvada de assustar o susto. E a chuvada continuou pela tarde toda.
Na cidade (no Funchal) era ver meninas de sandalinha com uma única tira em cima do pé: preta, amarela, turquesa; além de chinelas (ou havaianas) era ver mulheres de tacão alto, sem tacão, com a água da chuva a entrar pela frente do sapato e a sair por trás; top´s de verão sem alças com alças, saias de linho completamente encharcadas!

Casacos? Não vi ninguém com um casaquinho. Para quê? Estava calor. E a da praga da humidade ...essa está sempre presente nesta ilha.Vi mulheres a sacudir a água dos sapatos, da roupa. É que não estava frio mas a chuva molha, e esta molhava até a alma. E nem falo das ribeiras... Assustava olhar para elas, cheias de água escura (terra e lama) e pedras. Mas onde estás Primavera?

Ando aqui numa cisma...

...Que de tanto pensar tenho até comichão no cérebro.

Descobri que aqui há gato. Não, não me refiro ao Fuscas, meu fiel amigo que levou uma biqueirada entre pernas por ser agreste com as meninas gatas (calha bem que é capado, canão ia doer!) refiro ao facto de ter beiças de cigarro em casa. Não há dia que nasça que não tenha de varrer algumas. As gatas novas não têm permissão para fumar, as Pulgas nem me atrevo a dizer nada canão inda sou processada por maus pensamentos...

Sei de fonte segura que o gato não fuma desta marca (ele é fino, por isso só marca registada) os cachorros estão proibidos de fumar em casa (vão sempre para debaixo da ponte, sim, que aqui há regras) mas o que me faz ficar intrigada é que nem gatos nem cachorros nem eu nem o mê senhor fumamos, sendo assim só resta...Querem ver que a tia-velha depois dos 86 anos é que lhe deu para estas modernices?
Precisamos de uma conversa de mulher para mulher!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

E quando digo que se tivesse um buraco metia-me digo a sério

Ontem ao passar na casa de um amigo vejo uma mulher que no passeio da rua apanhava araçais. Munida de um saco apanhava e colocava-os dentro. Ainda abri o vidro do carro e mandei uma boca assim mais ou menos: "Eita, o que é isso?" E mais pessoas que passavam olhavam para ela admirados pela descontracção com que os apanhava.

Hoje no café vejo o meu amigo-o dono da casa e relato a situação. Digo que era uma mulher nova de raça negra (não com sentido depreciativo, mas sim como forma de identificação) que estava a roubar os frutos. E continuava eu...
- Ainda pensei em te telefonar ou até mesmo tirar uma fotografia para depois te mostrar mas não tinha o telemóvel...
- Oh, mas são dela! Ela vive na parte de baixo da minha casa.
Mas porque razão vem para a rua apanhar araçais? matutava eu.

A razão é simples: A casa fica num cruzamento. O araçaleiro é alto e está plantado junto ao passeio e a rua tem inclinação. Portanto, é melhor apanhar pela rua do que no quintal. Além de que o araçaleiro é uma árvore de pequeno porte, com muitos galhos mas frágeis o que impossibilita trepar.

Alguém disponível para uma explicação?

Oh diacho, há cada sonho!
Atão não é que sonhei que estava a ajudar uma mulher a parir um "crianço"?

Estava ela sentada no meu sofá com as dores do parto e eu a carregar na barriga para o "crianço" sair. E saiu. Cheio de sangue, mas o peste não berrava!
Vesti-o com a roupa que as Pulgas usam nas bonecas e o pequeno com os olhos esbugalhados a olhar para  mim, mas nem um grito e olhem que lhe dei umas valentes palmadas.
O mais engraçado é que chamei uns mestres (não me perguntem o que faziam eles na minha casa que não sei) para coser a abertura por onde havia saído o bebé. E aqui é que é de rir...(eu pelo menos rio-me ao rever a situação, não sei se vão rir, mas também não importa nada)...o mestre pegou na sua fita métrica e mediu a abertura para calcular o que tinha de coser.

Ora agora se faz favor expliquem-me se é dinheiro que vou receber (se calhar vou mazé pagar!) se é viagens, intrigas, mal-amores, dissabores ou algum acontecimento estranho. Vamos lá pôr as mãos na bola de cristal, pensar, olhinhos fechados, esfrega-esfrega. Se calhar é melhor com os búzios e pedir aos orixás que se desvende este sonho. Ou então deitar as cartas.

Se for um cruzeiro... vão todos comigo...no coração. Alguma vidente de serviço?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tira as lapas agora, sim?

Ao preparar a taça de cereais para a Pulga (a Pulguinha come pão de cereais com doce e uma caneca de leite) aqueci-o muito e ficou com nata; logo que deitei caiu na taça, tirei mas não sem antes ter de explicar o que era aquilo, que era a nata do leite, que não fazia mal, (serviço completo como costumo dizer) que esta canalha tem de saber tudo. Tudo. E tem de ser bem explicado canão os porquês não acabam.
Dai a pouco oiço:
- Avó tem lapas nos cereais. Podes tirar faz favor?
- Lapas?
- Sim, aquelas...do leite.

E o que havia eu de fazer?

Ora bem, como já disse o domingo não acabou tão bem quanto o desejado. Depois do seu milésimo bate-cu no chão novamente sítio do costume: hospital. Sim, eu não quero ser acusada de negligente prefiro antes de teimosa, chata, de andar sempre no hospital com a tia-velha a tira-colo, mas negligente não)

Ora como eu estava a dizer antes de me perder na delonga, lá fui e esqueci-me de levar o livro que estou a ler no momento (já sei. Querem saber qual é, prontes eu digo: "O rapaz dos olhos azuis" oferta dos filhos no Dia da Mãe) e a minha cabeça anda a 200 à hora e como não levei o livro mas levo sempre a minha bolsa da maquilhagem não houve outro remédio senão ...(isto é constrangedor ..mas lá vai ) arranjar as unhas: cortar os sabugos, limpar e envernizar.

Era cá um cheiro a verniz no corredor!.... Mas tenho-as lindas as minhas ricas unhinhas que ontem já se meteram na terra a apanhar umas ervinhas. (Não tenho emenda, dirão vocês) Sempre foi melhor estar a fazer a manicura que a...comer brigallhó*.

Fotografia: Chagas

E depois...

...De uma bela manhã de domingo eis que a tia-velha acha de escorregar e pumba mais um bate-cu!
E...a perna: a mesma, a de sempre. A perna manca, cambada, a da placa no fémur, a da semana passada, a que tem 86 anos (ou será 43, uma vez que tem duas?) voltou a ficar emperrada. Eu acho que a cabeça é que está emperrada e não a perna, mas isto sou eu que não percebo do assunto e, de medicina fujo a sete pés.
E novamente a mesma cena de há dias: ambulância e (já estava boa, não doía nada) hospital. Raio à pa(r)ta, perdão, raio X à perna, queria eu dizer. Resultado: nada. Tá boa! Como o milho "estraçoado". E desta vez o médico recomendou uma coisa que ela adora: Repousar.
E prontes já lá está qual Bela Adormecida na cama. Só deve rezar para que não apareça o príncipe para o beijo de despertar .

segunda-feira, 23 de maio de 2011

E sai um abaixo-assinado, já!

Com as Pulgas aqui não há quem veja notícias.

Atão este espaço serve para pedir a quem de direito do Canal Panda que por favor, peço de joelho no chão e as mão para o céu em jeito de oração, que entre uns "macacos" (é assim que se dizia antigamente) e outros passem as notícias; até pode ser depois dos meninos que fazem anos; ou então se der mais jeito (a mim dava-me um jeitão de certeza) em vez dos meninos que fazem anos, assim evitava de ter de estar atenta (ou de ser chamada à atenção por não estar) ao écran e dizer em voz alta o nome dos catraios que sopram velas, além de ter de dizer a idade que fazem. 

Canalha do diacho que quer serviço completo.
Ou então não há quem possa estar no computador é que assenhoram-se dele para ver o Ruca. E sabem? Já vomito Ruca até p´las orelhas! É ver e voltar a ver a mesma coisa, e para piorar a situação cantam.

Por isso quem quiser e pode ser com o dedo no ar é favor de levantar para a contagem.

Como passar um domingo com três pulgas. É comichão que não acaba!

Logo de manhã canta o galo, sabendo que o galo se chama Gu-Gu; a avó ainda com o sono nos olhos levanta o galo, perdão o neto e coloca-o debaixo das asas para que as penas ainda quentes o aqueçam.
Assim, dorme mais um pouco e a avó também. As galinhas logo de seguida cacarejam, as do vizinho, pois que aqui nesta casa só há Pulgas. Hora de levantar e começa logo o pedido: "vamos ao parque?"

Depois da matina, ala que se faz tarde.
Pusemo-nos a caminho enquanto a Bela Adormecida (tia-velha) continuava nas palhinhas.
Itinerário: Cais da cidade ver barcos-o barco da Disney (e logo eu que não posso ver barcos que me dá aquele desejo mórbido de soltar ancora e partir; mas contive-me, sim, tinha de devolver as Pulgas aos pais.) De seguida e antes que se fizesse tarde retoiça no parque.

Não há Pulga que aguente tanta "estrafega"!  Nem avós que consigam reprimir estes desejos. E os sorrisos e caretas valem por tudo! Sabem pela vida!

sábado, 21 de maio de 2011

Fim de semana, pois então!


E ele, o fim de semana já começou há muito, eu é que ando nas nuvens ou seja distraída; isto de estar reformada, aposentada ou na retrete (estou dizendo reformada em francês: retrait) tem os seus quês de esquecimento; se antes eu contava as horas, os dias de cada período lectivo e riscava-os no calendário à medida que passavam agora até me esqueço que ele já entrou.
Mas como o tempo tem estado lindo nestes dias e hoje está carrancudo é sinal de que é fim de semana e assim lembrei-me que com as pedras que tive ontem no sapato nem me ocorreu desejar um BOM FIM DE SEMANA.

 É isso é. Desejo a todos os que por aqui passam um bom fim de semana aquele desejado e programado ou até se preferirem, e digo de fonte segura e olhem que não minto sempre: os melhores são sempre aqueles onde tudo acontece por acaso.

Fotografia: Saída do Armas (ferry que faz a ligação Madeira/Portimão/Tenerife/Gran Canária) com destino a Portimão.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Com três pedras no sapato

E comecei o fim de semana com três pedras no sapato, antes no sapato que se fosse na mão ai daquele que se colocasse na minha mira, ai levava-levava. Calha bem que não houve uma alminha que se pusesse à frente. Ora bem, digo pedras, mas não. Foram precisamente um grão de areia, uma pedra das grandes e um pedregulho.

Começo pelo grão de areia que hoje estava levado da breca com birras daquelas que se lhe desse com o sapato no rabo (tal era a vontade) ia voar daqui até casa que fica a 3 quilómetros (mais metro menos metro)
A tia-velha (o pedregulho) acordou com a perna a doer e mais cambada do que ontem. Engalinhou que não podia andar, bem sei que depois do bate-cu que deu está mais entremelada. Fiz-lhe exercícios de fisioterapia à perna e o raio da velha gritava que mais parecia que via o diabo. Telefonei à minha cunhada que é fisioterapeuta. Assim que chegou fez-lhe os mesmos exercícios e a velha que é manhosa fez tudo certo e não lhe doía nada.
Depois o mê senhor (a pedra grande) tirou o dia para ter enxaqueca.

Atão vejamos e atentem com atenção. A tia velha gemia, o Gu-gu gritava, o avô suspirava.
Ponho o pequeno na cama, a tia-velha que tem um amigo imaginário falava com ele alto (ele é surdo) o pequeno abria o olho dizia: "Titia" empinava-se pela cama acima e cá-te-vistes. Levantava-se; embirrava até com as  pedras (não estas, outras) ia para a cama, o avô gemia, a tia-velha falava e o rapaz acordava. Panos frios na cabeça de um, exercícios à perna de outro e  o grãozinho de areia a querer colo. Calha bem que os outros não pediam colo, canão não sei o que seria de mim.
E eu não tinha tempo nem para coçar as hemorróidas! Não fora este pratinho com cerejas e morangos (cá de casa) não tinha alento nem para pegar nele.

E como ninguém me ofereceu uma safatinha de cerejas...

...Nem um balaio, nem uma canastra, nem sequer uma mãozinha... lá tive de arrastar este corpo já de si cansado por nascença e convencer o mê senhor de que as cerejas estavam baratas (um tiro no escuro) e que tinha um desejo assim como se estivesse grávida de gémeos, para puxá-lo até à frutaria. É que se não matasse o desejo, os gémeos nasciam de bico aberto (é assim que se diz por aqui quando uma grávida não vê satisfeito um desejo)
Calha bem que acertei. Baratearam. (Até estava com receio...) Estavam a 2,48€ ao "quilho"...e "aquilho" é que foi comer!...Era com a esquerda e direita, refiro-me à mão. E sabem? Estas cerejas não tinham caroço; pelo menos não vi.

Bem, só quero dizer que se por acaso não me virem por aqui daqui para a frente é que estou lá em cima no alto da escadaria a oeste do sol na zona de fronteira entre o quarto e a sala ou seja no escritório, sabendo que (é uma metáfora e) substitui casinha ou então como se diz por aqui "arriba dos pés."
Ah, um "quilhinho" de cerejas pelo "gargol" abaixo...dá da "chorrica"?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fotofó...piópió...pia?

A Pulga (5 anos ) tem um "jeitão" para desenhar. (Esperem, vou limpar a baba que me cai pelos queixos abaixo). Sai ao avô (mê senhor) que cá eu duas linhas paralelas quando as faço encontram-se ainda antes do infinito, mas isto sou eu que não tenho rectidão na mão. Ora, a Pulga acaba de desenhar esta bruxa e digo ao mê senhor que vou tirar uma fotocópia.
A Pulguinha (3 anos) também faz desenhos lindos assim como os que a avó fazia quando tinha...35 anos.
- Fizeste um desenho? Lindo! - digo quando observo a "riscalhada" na folha, mas para a pequena não ficar traumatizada...
- Não é um desenho. Riscos! (Sinceridade à flor da pele) Avó, tira uma  fotofó-piópió-pia!

Ainda bem que não é só a minha cabeça!

- Minha senhora, onde puseste o gelo que comprámos ontem? - Pergunta-me o mê senhor de joelho no chão.
- Que gelo, mê senhor?
Silêncio de morte.
- Não me digas que ficou no carro! - E os olhos quase a saírem das órbitas.
E ficou. Desde as oito da noite até às seis da tarde do dia seguinte. Eram só quatro sacos de gelo!
E o gelo? Ah pois...o gelo...bebeu-se. E o carro? Era uma piscina cheia d´ água.

Fotografia: Na piscina do carro...perdão, do barco. Cruzeiro 2010

Ora, eu queria só...

...Agradecer e perguntar se gostaram da festa. Gostaram? Qual festa? Qual festa? Não deram conta que houve  uma rave pela passagem dos dois anos do menino? Qual menino! O blooooogue! Irra!

Pronto, era a brincar (já sabem o que é habitual por aqui) não foi uma rave mas foi assim como o final do ano com fogo e tudo, barracas de muito comes e muito bebes...um arraial madeirense foi isso.
Mas obrigada aos que por aqui passaram e já sabem como me deixam sem jeito para agradecer a vossa presença, comentários e enfim, agradecer por estarem aqui, sempre.
OBRIGADA

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tchim...tchim

E faz hoje dois anos que iniciei uma relação. Nunca pensei...apareceu assim vindo do nada. Ele tem-me dado muitas alegrias e novas amizades. A cumplicidade nos une. Momentos passados a dois: eu e ele. E mais ninguém. Sei que é uma relação para durar pois entendemo-nos bem. E por que ainda tem (só) dois anos necessita de muita atenção. Com ele aprendi a escrever, e acima de tudo a ter tento na língua, ou seja, a não dizer tudo aquilo que desejaria. Ensinou-me a ser tolerante nos pensamentos que este mundo pode ser também um local de muita maldade, infelizmente. Bem que eu queria falar-lhe sem rodeios e contar tudo, mostrar as fotografias lindíssimas que temos... principalmente a minha herança: os meus filhos e netos. Mas não não posso! Contra ventos marés e tempestades estamos aqui de mãos dadas para mais uns anos se for possível. Por mim continuarei com ele, vamos a ver...o que o futuro nos reserva.

Pelos bons momentos, pelos bons amigos, pelas amizades verdadeiras, pelas piadas e gracejos trocados sem maldade afianço que vai durar esta nossa relação, sem dúvida, tem pernas para andar. E para comemorar a data uma miscelânea de fotografias. O meu legado! E sim, iniciei o blogue há precisamente dois anos. Parabéns, meu blogue.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ai que me dá um ataque e desato aos socos e pontapés!

Detesto certas pessoas que usando o diário da casa (do café, da pastelaria ou de onde quer que seja ) colocam-no aberto e ao mesmo tempo falam ao telemóvel, olham para rua a ver modas e bordados a passar, entretanto miram de cima abaixo quem entra no café, coçam a...cara, a mão e endireitam o brinco da orelha, brincam com o menino, tomam golinhos do café e dão dentadinhas no queque de laranja  e ...melhor, pasmem-se,e tiram os moncos do nariz e esfregam...enrolam e o diário permanece aberto (na mesma página) a seu bel-prazer e os outros que se montem no cavalo branco de Napoleão.

E depois... quem espera para ler o diário chateia-se e manda tudo pel´as canas dentro. Se é frequente esta cena? Como o pão para a boca!

E eu que sou Love Peace and Happiness dá-me uma vontade mórbida de desatar aos berros dentro do café e virar mesas e cadeiras. Só não o faço porque ...olha... porque ainda não calhou!

Se alguém souber...

...O nome desta erva aromática (sem aroma nenhum daí que dizem que é erva, somente) por favor diga, ou melhor, escreva que dito eu não oiço.

Comprei-a como erva aromática. Uso-a em saladas e  molhos como-a crua ou cozida e não sei o nome da dita.

Se alguém por aqui sabe, não hesite em escrever e habilita-se ao sorteio de um par de meias de homem (para os senhores) ou um verniz (para as senhoras) ambos da marca Zinês devidamente testados por mim.

A sério, é que por aqui ninguém sabe o nome e eu esqueci-me de escrever quando a comprei e...kaput, foice com o vento.

E mais, se alguém souber e não disser barra escrever, vai nascer um pé desta erva lá no sítio.
Este é um pé...(não é o meu pé, credo, tenho de explicar tudo mesmo) que tenho na horta, mas até pode ser venenoso (lagarto lagarto lagarto) e ando eu aqui com o veneno contido no corpo (hummm, se calhar é por isso que ando azeda!)


Fotografia: erva ainda sem nome, mas que vai passar a ter a partir de hoje, ou não.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E quem me vai oferecer uma safatinha, quem?

Eu ainda não acabei de comer os morangos; ainda tenho mais uns poucos a amadurecer e já ando a pensar noutras frutas. É que já me cheira a cerejas e quando isso acontece, começo a salivar e a sonhar com montes delas.

"Estão verdes não prestam". Não foi o disse a raposa às uvas?

Eu digo: "Estão caras não prestam". É que a comer cerejas não há quem me vença. É isso e assaltar cerejeiras em Bragança.





Este galho daqui do lado (direito) estava lá a olhar para mim e eu para elas e vai daí não estava ninguém por perto... ainda disse o mê senhor: "Olha que pode ter veneno" Qual quê, veneno!? Venham elas. E vieram a mim, aos meus braços, queridas cerejas de Bragança. Por isso, atentem no que digo: cuidado comigo.
E não me digam que as cerejas regionais são boas (aquelas caganitas de  cerejas!... ) que cá para mim quero das de Espanha que são gradas, cheirosas e gostosas. Quem diz que as regionais são boas que lhes faça bom proveito comam essas que eu como das outras. Mas cinco euros é caro, caramba!

domingo, 15 de maio de 2011

E eu não digo que a tia-velha tira-me o juízo?

Se eu antes dizia que ela queria-me tirar o juízo agora digo que já tirou, não restam dúvidas.

Mas... vamos lá a sentar num banco... pensando melhor escolham a poltrona, a melhor, a mais confortável que houver por aí que hoje vai avançar um filme. Um far-west, um drama ou uma comédia, quiçá, terror depois classifiquem...

Ontem à tarde a tia-velha caiu. Deve ter sido o seu quingentésimo bate-cu. A lembrar: já fracturou o úmero, o fémur (tem uma prótese) os punhos.

Mas ontem caiu e sabem onde? Pois, eu também não sei. Nem ela. "Foi ali em baixo" disse. Mas a coisa até estava razoável, ia à casa de banho com ajuda...até chegar às seis da manhã e não poder andar. Ambulância em casa pelas seis e meia e fomos ao hospital. Ortopedia. (A ala crítica desastrosa do hospital do Funchal. Meti-me num ninho de vespas.)
Às 9:30 foi atendida raio-X já o Gu-Gu me esperava na rua. "É  melhor ir" disse  a enfermeira "se calhar vai subir ao bloco operatório." Assim que chego a casa telefonam para a ir buscar. Teve alta hospitalar.
Ora aqui é que a porca torce o rabo ou seja além de torcer, deu o nó.

Tinha um Jeep na garagem (eu ainda sei conduzir) sem cadeira de bebé (para levar o Gu-Gu) e a tia-velha não entra nele nem aos empurrões.
Liguei à minha filha e foi buscar a tia-velha. Ao chegar a casa, diz-me: "Ela não vai subir as escadas! Para entrar no carro foi um custo."
- Ai vai-vai nem que seja d´ arrasto - digo eu. (Ela agora pesa 50 quilos, mas já pesou 85)

E começámos o transporte da tia-velha pelas escadas acima. Cena digna de um filme. Eu à esquerda, Quicas à direita, a meio o peso-morto (ai Jesus, mas é verdade não dava conta de nada) ou o peso pesado. O braço da tia-velha no meu pescoço e como não se segurava, meto o sovaco dela em cima do meu ombro e seguro-lhe na mão para fazer força, o meu esquerdo na sua cintura, como se fossemos um casal de namorados enlaçados. A minha filha a puxar pelo braço direito da tia. E combinávamos: "vamos subir três degraus." Um dois três descansa. Subimos aos soluços. A tia-velha no ar quase a cair...Mas subiu.
"Eu tou a suar" dizia ela.
Quer dizer, eu é que carreguei 25 quilos (que a minha filha carregou os outros 25) ela é que transpira.
E agora estou aqui "emantada das arcas." E ela jazz ( pois está sempre a tramelar) na cama.

Se não era eu!...onde estariam agora?

Duas gatinhas pequeninas foram adoptadas por nós. Tem sido a alegria das Pulgas (uma vez que pulgas e gatos são inseparáveis não é?) Estas estavam no corredor da morte ou seja à espera da sua hora.Não consigo imaginar e disse logo: "Não as matem. Eu tomo conta delas". Era uma ninhada de três.O gato por ser macho livrou-se da morte certa. (Mas que coisa esta de se matar as fêmeas? Será que não tem direito à vida?) Atão vieram para casa. As Pulgas já as baptizaram: Mimi e Gata-Gira.

O Gu-Gu faz miminhos (se aquilo de lhe dar no lombo são mimos, atão não sei o que é bater) mas ainda não tem o "entendimento (como diz a tia-velha) da sua força e coitadas das gatas assim que o pressentem...assim que o cheiram, assim que ouvem os gritos dele (de alegria ) ficam logo tristes que já chegou o rapaz que lhes dá no lombo e tomam logo o caminho do esconderijo.

Fotografia: A Mimi e a Gata-Gira, captada por mim com o telemóvel. E o Pulguito não se encontrava por perto canão não havia retrato.

sábado, 14 de maio de 2011

O teu amor...e uma cabana


E mais nada. Só amor e uma cabana que até podia ser de  colmo, com duas portas, sem janelas, um carreiro de flores, com o sol a brilhar de dia e de noite, uma árvore frondosa, e acima de tudo pintada de amarelo!

Lá se foi o tempo em que julgava eu que bastaria uma cabana! Isso era quando tinha 16 anos e sonhava (ainda) com borboletas e passarinhos a chilrear ...  Uma cabana era possível, mas depois de ter todas as comodidades não há voltas a dar. Viveria sim numa Vivenda Cabana ( a segunda casa) com um bruto dum carro à porta. E dentro, bem, dentro tudo o que faz falta numa cabana, perdão, numa vivenda sem esquecer a piscina interior e a olímpica, a churrascaria. E olhem que a mim tudo me faz falta. E pior, não me contento com pouco.

Ah, e as...Ui! Afinal ainda sonho com borboletas e passarinhos! Sou uma incorrigível sonhadora. E já não tenho 16 anos!
Mas a prova de como me contentava com pouco está aqui. Bordado por mim. 
Será que é possível viver de Amor e uma Cabana?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Fim de semana, pois então!

E nesta Sexta-feira, dia treze o blogger renasceu, mas com deficiências e com muita fome. Tal como um recém-nascido quis logo comer e atão foi aos últimos postes aqui publicados e tungas, foice.

Ou então foram-se com o vento? É que esteve muito vento por aqui no meu rural que eu até nem saí de casa com receio de ser levada qual pena leve e sei que iam ficar com penas. De eu ter sido levada!
E também o senhor São Pedro andou irritado com a sua consorte e resolveram dormir em camas separadas e toca a arrastar, mas com uma violência tal que pensei que um deles vinha bater cá abaixo!

Bem, mas agora já está tudo normalizado ou pelo menos parece, pergunto: o que aconteceu? Cansaço ou um teste à nossa paciência?
É que um dia sem se poder iniciar sessão nem comentar é muito. Não é?
E faz falta, e já agora por falta... não falta nada?

Falta desejar BOM FIM DE SEMANA e olhem, paciência!  Faz bem à vista é assim que se diz por aqui. Não sei a razão e não vou pesquisar agora. Fica para depois.


Fotografia: O massaroco, planta endémica da ilha da Madeira. Este embeleza o meu jardim.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Era uma vez...

...Uma linda formiguinha que transportava para a sua casinha uma mosca morta.
A observá-la estavam uma linda avó e o seu lindo netinho ambos de caracóis loiros a esvoaçar com a leve brisa numa tarde de sol.

A formiguinha arrastava a mosca e de vez em quando parava devido ao seu coração. No ano passado tivera um ataque cardíaco, mas esforçava-se e lá levava o seu fardo. A avó sentada lado a lado com o seu lindo menino explicava-lhe que a vida das pessoas também é assim e disse-lhe: Vês a tua avozinha quando vem do supermercado? Não é assim que carrega os sacos?

E continuava a entreter o seu netinho de cabelos doirados e, extasiados, olhavam para a formiguinha que continuava e parava de vez em quando para respirar batendo no peito para que o motor pegasse.
- Para onde será que leva a mosca? - indagava-se a avó.
- Mota - disse o lindo menino à sua linda avó. 
- Sim, meu amor, morta - retorquiu. - Ela está morta. (Menino esperto este) 
- Mota - reforça o menino. E  de repente levanta-se a correr. A avó apercebe-se de que uma mota roncava (assim como o avô) na rua. E o menino que adora motas  esqueceu-se da formiguinha.
Não deu tempo a empurrá-lo pelas escadas abaixo ou até  prevenir a formiguinha do desastre que se  aproximava. Só viu os olhos (da formiga) muito arregalados num pedido mudo de socorro.
- Não! Não! Não! - gritou a avó para que ela se afastasse!...Mas logo uma crocs vermelha espalmava a triste. A linda formiguinha jazia "mota" com a mosca em cima dela. Nunca a avó (deste carrasco) deste menino saberá para onde levava a mosca morta (assim a avó já não pôde ir atrás com os poses DDT para dar cabo do formigueiro)

Moral da história: Crocs vermelhas matam as formigas que sofrem de coração. E a avó de raiva.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aqui é tudo dividido equitativamente. Eu disse tudo?

Os morangueiros têm dado alguns morangos, não muitos para a  velocidade a que os devoro nem para dar (não pensem, não!) mas vão servindo para saborear; e se há coisas de que gosto verdadeiramente é de ir à plantação dos morangueiros, namorar os vermelhos, apanhar e trincar ainda pegados ao pé, ali mesmo a olhar para a terra de onde eles vieram.
(Faço uma ginástica para meter a boca através da rede, mas também de muito tem servido as aulas (de ginástica, obviamente) a que assisto daqui da minha cadeira.

Ind´agora apanhei alguns. Ora, eu sou gentil e partilho tudo com o mê senhor (as dívidas, os desgostos, as despesas, mas também outras coisas que não vale a pena dizer. Adivinham não?) Atão os morangos não são excepção. Vai daí na cozinha lavo-os bem lavados, tiro os lagartos (mentira, como os lagartos) e separo equitativamente em duas partes. Não há confusão nem bocas: "tu comes mais do que eu", mas uma coisa que ele não sabe e não vale a pena saber (por favor, se falarem com ele, boca fechada a sete chaves, confio em vocês) é que os maiores e mais vermelhos são os que eu como ainda plantados.

Os mais pequenos e roídos dos lagartos são os que partilho. Dos pequenos ainda divido em partes iguais: os maiores a um lado, os pequenos a outro.
E depois...como os...bem, se eu oferecesse a vocês uma tigela, tirariam os grandes? Não, com certeza que não, por educação tirariam os pequenos. Atão para quem ficariam os grandes, hã?

Eu ia pôr uma fotografia dos morangos apanhados e  como sou uma querida ia deixa dar uma trinca. Uma só., mas...não existem já lá foram.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ai se era de ouro!...

Estava eu de rabo ar, assim como quem perde a guerra, na tentativa de agarrar um brinquedo que estava debaixo do sofá (mas o pó era tanto!...Mentira, estou a brincar, não era muito) quando chega a tia-velha. Aproxima-se, vê-me naquela posição pergunta se perdi alguma coisa.
Respondo que perdi um brinquedo...
- Era de ouro? - pergunta ela.
Ora, por aqui tudo é de ouro até os brinquedos das Pulgas. É sim, acreditem. Eu tenho o toque de Midas, por isso não há nada abaixo disso.

(Sim titia, se não fosse de ouro...se fosse só de prata punha-me de joelhos e não de cu para o ar com os cotovelos apoiados no chão e o nariz debaixo do sofá a levar com o pó "nei ventas" de cada vez que inspiro.)

Obrigada

Pelas mensagens carinhosas deixadas no post de ontem.
Há muitas formas de demonstrar o carinho e o amor de uma pessoa por outra. A minha forma de manifestar o meu carinho por vós é deixando aqui um beijo do tamanho da minha ilha e um abraço do tamanho do Mundo.
Abracemo-nos então.
E mais uma vez sem querer ser repetitiva : OBRIGADA

segunda-feira, 9 de maio de 2011

86 anos... é uma vida!

A tia-velha faz hoje 86 anos embora para ela sejam 82, estejamos em Setembro e o Domingo de Páscoa ainda está para vir. E Sábado foi Sexta-feira Santa.
E não é que hoje é Segunda-Feira? Pela primeira vez vai acertar no dia.

Sábado o meu genro perguntou-lhe: - Então Dona Alice, quando faz anos? Resposta: - A 9 de Maio. - E quando é? - Pergunta ele.- Não sei - responde.
Diz a minha filha: - É segunda feira.
- Aaaaah!....- responde abanando a cabeça em sinal afirmativo como soubesse e era mesmo isso que lhe faltava: confirmar.
E pergunto eu: - E que dia é hoje, titia?
- Segunda-feira.

Não necessito falar do sentimento que nutre por nós e nós por ela; nem necessito de dizer o quanto ela é importante na minha vida, o quanto fez por mim e por todos os sobrinhos (meus irmãos) ao ponto de rejeitar uma oportunidade de trabalhar na escola que frequentou (uma escola de freiras que tinha por hábito convidar as alunas com mais requisitos para a educação pré-escolar) porque...

Aos treze anos começou a cuidar dos sobrinhos para que a mana (minha mãe) pudesse trabalhar... Anos mais tarde mais dois desta vez sobrinhos-netos (os meus filhos)
E  isto para mim é...prescindir da sua carreira, da sua individualidade e autonomia em prol da família, principalmente dos sobrinhos. Não teve filhos (não sei porquê) mas esteve sempre rodeada por crianças.

E resta dizer que a sua paciência, e predisposição para crianças continua, desta vez com o Gu-Gu. São dois companheiros de brincadeiras. E é vê-los juntos!

Por isso PARABÉNS tia-velha e se possível venham mais uns.

Fotografia: Tia-velha.

domingo, 8 de maio de 2011

Cá comigo é assim: ou respeitas-me ou vais à vida

Detesto ratos. Aliás detesto toda a família, desde os murganhos aos ratões, passando pelas ratas...e agora também detesto ratos de computador.

Não expliquei bem, detesto aqueles ratinhos lindinhos, bonitinhos (tudo terminado em inhos) pequeninhos com luzes psicadélicas, mas cá para a minha mão, não dá, por que eles são velozes qual Speedy Gongalez a correr por um naco de queijo.
E são sensíveis. Assim que lhe ponho a mão no lombo, tungas, fogem. E para andar atrás de um rato que ao mínimo toque reage e por assim dizer ...foge-me da mão, não estou de serviço. Ou pára e faz o que lhe mando (que cá comigo é assim) e espera pela minha lentidão ou vai mazé procurar ratas, com licença.

E ando aqui à procura da seta aquela seta que também chamam de cursor e o diabo do rato leva-a lá para cima, eu subo e logo ela vem para baixo.

Queres brincar, queres? Não dá. Desisto. Fico tonta, aliás, mais tonta. E não estou aqui para ser envergonhada por um rato. Só eu ...e Deus, só nós os dois é que sabemos a dificuldade que tenho em agarrar este maldito!

E sim, eu sei que estes ratos são o último grito, mas eu sou retrógrada e prefiro os velhos e grandes que pelo menos sei onde agarro. Esses não saltam, andam a passo, assim que nem eu!...E nem me falem em esfregar o dedo. Nunca. Jamé. Recuso-me. Até Speedy González até este eu odeio.

Foi há sete dias...

Faz uma semana que partiste...Deixando em nós um vazio...
Nunca te esqueceremos...
A tua lealdade, simpatia, Amor ao Próximo...
No pensamento estás sempre presente...
O teu sorriso, o teu olhar, a tua forma de estar na vida...
E acima de tudo o teu altruísmo.
Foste um grande homem. Sempre a pensar nos outros...
Sem ninguém te pedir...
Distribuías amor à humanidade....
Tiveste uma existência luminosa...

Lembrar-nos-emos de ti...
Pelas recordações dos teus feitos... 
Tu partiste...
Mas viverás eternamente na nossa memória.

... Hoje, dia 8 de Maio, é a Missa de Sétimo Dia.

sábado, 7 de maio de 2011

Fim de semana, pois então. E vamos plantar no chão!

E este fim de semana vai se trabalhoso como o mafarrico. É que tenho de plantar e claro as minhas unhinhas lindas pintadas com laranja vivo...não digo a marca quisto não é um blogue de vernizes. Pronto, já sabia que ia haver má cara! Poça, não se pode brincar, não fiquem amuadas eu digo.

Comprei na Loja da Chi. Como? Preço? Mas acham que tenho de dizer tudo, tenho? Tenho sim senhora, já que apontei... vou dizer: 1Euro. Já sabia que não iam acreditar. Juro. Que me caiam os dentes se estou a mentir...
- Ooooooh, mê senhor, parti a placa. A placa dentária, a prótese (Caramba, tenho de explicar tudo!...) Caíram-me ao chão!

Pronto, já brinquei mas é verdade, aproxima-se um fim de semana dos diabos.

Estão a ver a fotografia? Tenho isso tudo para plantar e claro luvas não me ajeitam na mão por isso...unhas à la Francese, ou seja terra.

BOM FIM DE SEMANA para ti, para ti também, e sim para ti que tens vergonha de falar. E de escrever. E claro para todos os que deixam sempre uma palavrinha de apreço. A minha amizade é profunda assim como o oceano que nos separa. Ou nos une.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eu não digo que a tia-velha vai tirar-me o juízo?

Hoje saímos de tarde. Fui com o mê senhor e o Gu-Gu deitar o raio dos papéis do totoloto, euro-milhões, loto e tudo o que existe, mais o Joker (eu jogo em tudo não me sai nada mas quando sair... nem digo nada) a ver se contrato uma enfermeira para tratar a tia-velha (tou a brincar).
Ora lá se foice os três rindo e cantando, tia-velha fica a tomar conta da casa e se fosse não chegávamos a tempo de deitar os boletins.
Não demorei muito, fui num pé e vim noutro. Entro e nem preciso de abrir a porta! Estava já aberta! (A porta de acesso ao interior da casa).
O diacho da velha estava na rua. E quem estava dentro de casa?
Acertaram se disseram os cachorros. E já tinham mijado (desculpem a linguagem, feito chichi) no tapete, na esquina do baú e onde mais? Bem, onde lhes deu na real gana. Pena, pena que não mijaram na cama dela, canão o castigo era dormir no mijado!...

E digo mais... logo deitei lixívia numa esfregona e limpei as poças, claro que o mê Gu-Gu agachou-se e de joelho em terra tirou a cor das calças!... Portanto chegou de manhã de calças azuis e partiu de calças amarelas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Para quem julgou que as do post de ontem eram as minhas unhas...

...Estas é que são! As unhas de uma trabalhadora rural.
Pensaram que eu tinha feito manicure francesa e depois tinha sujado as unhas na terra? Não, não perceberam, a terra é que me fez a manicure!
                    
Eu até registei o momento catastrófico das unhas, não fosse dar-se o caso de pensarem que era mentira ou de ter de provar que faço alguns trabalhos cá em casa; e como para tudo na vida há solução (menos morte, mas isso é outra história) não há nada como lavar bem lavado, "arear" as unhas com esfregão, deitar lixívia numa bacia (não em peça, canão ficam sem pele) mergulhar as mãos que ao mesmo tempo tira a terra embutida nas mãos.
Cuidado, muita lixívia pode tirar a cor (da pele. Como tira a cor da roupa!... ) e ficam com unhas de morto, salvo seja.

De seguida, pintá-las para tapar os vestígios de terra por baixo; é que por mais tempo que se deixe de molho fica sempre um pouco; esse pouco deixem ficar...pode dar-se o caso de ser usado como prova numa impressão digital e assim está lá para provar que ... ou que...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Há muito tempo que...

... Não fazia manicura francesa!

Decidi tomar alento e com muita força e um empurrão lá arranjei as unhas. Ficaram lindas como há muito tempo não as via assim de tão belas. A sério. Adoro as minhas unhas tal como estão como adoro tudo em mim e porque não? Se eu não gostar de mim, ninguém gosta.

Mas as minhas unhas assim dá-me um apetite de olhar para elas e de nunca mais desfazer esta manicura. Nem quero pensar quando começar a cair! Detesto mesmo quando o verniz estala e por isso não vou lavar as mãos, nunca mais. No way como dizem os portugueses. Eu podia mostrar, mas não, imaginem vocês a manicure como a da imagem, mas em vez  de branco coloquei cor da lama.

E sabem? Ficam lindas. A cor é o de mais moderno existe. Ainda continuo a olhar para elas a pensar como vou tirar toda a terra lá impregnada (até nos sabugos) depois de ter estado a mexer em terra e água ao mudar plantas de um vaso para outro.
Qual manicure francesa!... Terra-terra minha senhora, terra vegetal... E as unhas? Estão bem, obrigada.

Fotografia: retirada na net. E não são as minhas unhas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A minha cabeça já foi uma boa cabeça, agora...só vestígios

Ao chegarmos a casa a tia-velha que é a primeira a entrar senta-se na cadeira onde costuma passar as tardes, logo de seguida entro eu à frente do mê senhor. Ela, da cadeira olha para ele e ...
- Boa-tarde, tá bom? - Assim como se não o visse há long time ago. E tínhamos acabado de chegar todos juntos!

E digo, daqui a nadinha a minha cabeça fica assim como que virada do avesso. O diacho da velha está a tentar pôr-me a cabeça como a dela, mas não vai conseguir ou eu não me chamo ...
Espera...Como me chamo eu?...Não, eu não me chamo, nunca me chamei, nem preciso, porque eu estou sempre ao meu lado, sempre comigo, e assim que abro a boca para me chamar eu já cá estou; por isso não me chamo, mas...como me chamam?  Hã? É esse o meu nome? O nome que mais oiço todo o dia? É esse? Já não me lembrava!

Hoje que dia é? Segunda-feira? Ah pois, eu sabia!...É que de tanto responder à tia-velha que sim é segunda feira já não dou pela mudança dos dias. E se lhe digo que não, e caio na arara de dizer o dia correcto daí a pouco volta à segunda-feira.

O que é para o jantar? Frango? Sim, eu até já como frango todos os dias por que todos os dias é frango como é segunda feira. Cá para mim esta minha tia deve ter sido galinha numa outra vida e se não foi vai ser. 
As pastilhas! Já tomei as pastilhas, hoje? Meia volta...volta e meia...Todo o dia a cacarejar, perdão a falar! Ai se eu fosse capaz de lhe meter uma batata quente a escaldar na boca!...
Ai diacho, tou a ficar doida...esta mulher dá-me cabo do canastro! O meu juízo onde está o meu juízo? Onde? Alguém viu?

(Eu ainda não estou tonta nem esquecida e ainda tenho paciência para aturar esta gralha, pois eu também fui uma gralha e ela aturou-me.Como também aturou os meus filhos por isso devo-lhe muito É assim como que uma retribuição por serviços prestados. Mas para lá caminho, se um dia eu me perder vai ser difícil de me encontrar! Encontrem-me!)

Vejam as fotografias do meu rural, entrem por aqui. Obrigada.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A noite passada não conseguia dormir, por isso...

...Levantei-me da cama e fui apanhar pêras abacates.

Há uma árvore na partilha do meu terreno com o do vizinho que tem provocado muitas dores de cabeça a mim e a ele. É que o tronco está no quintal dele e a copa no meu. Ora, ele entende que as pêras que dão são dele; eu entendo que são minhas pois estão no que é meu.

Ainda há dias houve assim umas navalhadas de um lado para o outro e umas pêras agarradas do chão, e que serviram de arma de arremesso até à cabeça dele, mas de resto, tudo tranquilhito. Somos uns bons vizinhos. Eu até lhe disse que as beiças de cigarro que ele deita para o meu quintal sou eu que as limpo; ora assim sendo, as pêras que caiem no meu quintal sou eu que as como. Não é assim?
Mas arranjei uma solução já que ele quer as pêras: as que caiem e esmigalham-se e aquelas que esborracho-as eu com os pés, ponho no muro de partilha, (são dele não são?) as que caiem e mantêm-se inteiras, eu como, mas primeiro parto (são minhas, não são?)

Atão esta noite foi a noite em que...toda a gente dormia e eu também estava na cama, quando de repente...

Levantei-me e fui apanhar abacates. Lindas! Grandes e em forma de testículo...(sabem que o nome original significa testículo devido à sua analogia. As coisas que eu sei e não guardo para mim!). Enchi uma saca delas, imaculadas, apanhadas por mim. Olhei e vi que as maiores estavam no alto da pereira. Subi ...Subi até ao alto e estava com um belo exemplar na mão quando o meu vizinho, que tem sono leve ou anda a controlar-me, aproximou-se...
Estremeci e caí do abacateiro abaixo...
Olhei para o lado a ver se o vizinho estava ...Mas não! Foi aí que acordei...
Caramba, sonhamos com cada coisa!...

Fotografia: Estrada Regional que liga Poiso ao Ribeiro Frio. Passeio 1º de Maio, captada por ...mim (whaw, vá lá, digam!)

Um domingo bem passado. A sério. Adorei!

Almoço, passeio do vale à montanha e do mar à serra, literalmente, poncha obrigatória no Poiso.
Sol, chuva, frio, calor. Mas porque razão há tantos micro-climas nesta ilha de metro e meio?
Veste e tira; veste e tira o casaco. Abre e fecha o "regedor" (guarda-chuva)...Ainda bem que a poncha aqueceu a goela, canão não sei o que seria!
Tia-velha, sogra, Pulguito...
Não preciso de dizer que não tomaram poncha porque... 

O mê Gu-Gu bem queria  molhar o dedinho, habituado a que está a estas andanças de tomar a sua ponchinha, mas como eu não tinha levado o copo dele, ficou a ver...e a lamber o copo da avó; a tia-velha se pudesse emborcava mais umas sete ou oito, mas como tinha bebido cinco ao almoço ficou a tomar conta do menino; minha sogra disse: - tou cheia, só se for uns bagacinhos! Bagaço não - disse eu - Pode cair-lhe mal. Já tomou quatro 1920 e três CRF para aperitivo! - Daí que deitou a cabeça para o lado e tomou conta da tia-velha.
Atão eu o mê senhor tomámos uma por cada mãe existente à face da terra. Eita, "aquilho" é que foi!...  Para terminar e como eu apoiava a cabeça nele e ele em mim e não víamos um palmo à frente dos olhos, por causa do nevoeiro, a tia-velha é que trouxe o carro para baixo. Calha que é sempre a descer!

E cheguei a casa. A tia-velha é uma óptima condutora!

domingo, 1 de maio de 2011

Hoje é...

...Domingo. Além disso é Dia da Mãe, do Trabalhador e 1º de Maio.                                
                                     Antigamente o 1º de Maio era uma loucura total por aqui  no meu rural. Antes de ser o Dia do Trabalhador era o dia em que saíamos de casa de manhã cedo com uma cesta cheia de comer e uma algibeira cheia de dinheiro. Que saudades das sandes de omelette de minha tia-velha! Da brisa maracujá e da laranjada!

De ser menina.
Correr na roda do lenço, jogar à cabra-cega, usar um colar de maios ao pescoço e enfeitar o carro da excursão com giesta e novelos. E de arrastar o "rabichol" pela serra abaixo na quinta do Palheiro Ferreiro. E ver os homens a saltar à laje. E  cornos: na cabeça, nos carros.
                             
 Hoje é...
Domingo, Dia da Mãe, do Trabalhador, 1º de Maio...
Nem sei qual festejar!...
Tantos dias num só. Que desperdício!
Enfim...
Desejo um Feliz Dia Da Mãe a todas as mães sejam elas biológicas ou não,
Um Óptimo Dia dia Trabalhador, trabalhem ou não.
Um alegre 1ª de Maio, saltando a laje a ver se a esposa é infiel, e se for, olha paciência, carreguem os cornos.

Um Domingo de descanso, sem preguiça se conseguirem, depois de todos estes festejos.

Obrigada à minha mãe por me ter dado a vida, obrigada à tia-velha por me dar sandes de omelette e laranjada, obrigada aos meus filhos por me proporcionarem ser mãe e claro ao mê senhor que sem ele isso não teria acontecido.
UM DIA FELIZ.