Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ora toma e vê lá com quem te metes!

Estava eu e a Pulga - a Maiveilha a cortar folhas velhas dos cântaros cá da quinta (cof cof), melhor dizendo: eu cortava e ela apanhava, quando o mê senhor que assistia às brincadeiras das outras Pulgas que andavam de bicicleta, diz que vai ao computador.
Pulga sem tirar os olhos da pá e da vassoura diz com ar de desalento, já prevendo a vida de casada...
- Ai - e dá aquele suspiro de desalento -  também quando eu for casada vou estar a trabalhar no quintal e o meu marido no computador.
Embrulha avô, disse eu. E mete um laço de papel que esta piada vai de encomenda.

O "Francês" é um filha da mãe mãe dum judeu

Estou possesssa com o meu vizinho de apelido "O Francês". O sacristo tem ali a me fazer gretar "ei beiças" só de ver, uma figueira carregadinha de figos. Ora, o judeu, como eu o chamo deixa os frutos caírem, morrerem, ou falecerem como diz o mê Gu-Gu, e não vende, nem dá. Nem oferece.
Este gajo é mesmo um furcas do demo. Ainda há dias alguém lhe perguntou se vendia, e ele simplesmente virou rabo e nem respondeu.
Judeu do estapor que prefere ver os figos no chão do que oferecer aqui à vizinha do lado esquerdo uma safatinha de figos de mel, sabendo, como vocês sabem, a loucura que tenho poe figos que sou capaz de subir àrvores maiores que eu, e eu até sou mulher alta (aqui suspiro por só ter um metro e noventa), e vendo a cena dos figos espalhados no chão, apetece-me chamá-lo de judeu, furcas, inguista e outros epítetos que agora não me vêem ao miolo.
Ah, acrescento que este sovina é também o "Mata gatos".

domingo, 30 de agosto de 2015

Parece um grande feito!

Falo do primeiro-ministro. Cunquentão licenciou-se aos 34 anos. E pergunto: o que andou a fazer dez anos na faculdade? Sim, que o curso dele não são assim tantos anos.
E faz porta-estandarte desta situação? É até desagradável saber que "andou a patinar" em vez de estudar, quando outros com 24 anos têm o canudo e a cartola na mão.

Multimédia? Que raio de coisa é essa?!

Fui até à loja fnac para deixar o meu novo telemóvel pois que há algum tempo aquece que dá para frigir um ovo e descarrega como se nunca tivesse carregado. Ora, um produto que ainda não tem um ano fez-me ficar com uma raiva danada que entrei a matar pela loja adentro afastando tudo o que estava à minha frente.
Em casa já tinha retirado toda a informação do telemóvel e entrego-o ao funcionário após dizer a "doença" do dito.
Ele manuseia e diz que descarrega porque uso muita multi-média.
Pergunto-lhe o que é multimédia, fazendo-me de tonta-parva-estúpida (às vezes é preciso).
"Ah, é videos, fotografias..." Disse-lhe que video não vejo, mas para que é que quero eu um telemóvel top se for só para fazer chamadas. Para isso comprava um de dez euros. "Mas assim descarrega rápido", disse.
Ora tretas...
Ele mexe remexe e diz que leva um mês entre ir e vir. UM MÊS?! Arregalo os olhos.
Deixe-me o seu contacto para ligar assim que chegue. Qual contacto? - disse. - Eu só tenho um telemóvel e pra já, é com dois micro cartões e você tem-no na mão. Não tenho outro. Coça a cabeça.
"Nós não temos equipamento para emprestar"...já com ar de coitada-da-senhora-que-ficou-sem-telómóvel-mas-temos-pena!
Não tem? Pergunto eu. Nunca ouviu falar na satisfação do cliente? Engoliu em seco, e nem falou. E já agora: o que faço durante um mês sem telemóvel, chucho no dedo?
Riu-se. E prontus, meu pipole, estou a modos que retida no século dezanove.

É um erudito

O meu neto de cinco anos -  o mê Gu-gu - é um rapazinho que fala bem, usando as palavras finas - as do domingo e feriado.
Ora, o meu Gu-gu não diz "morreu", "azougou", "finou"... Ele diz somente "faleceu". E aplica-a em todas as situações em que algo deixou de existir.
E eu rio-me sempre que diz que uma planta "faleceu" em vez de murchou.
Vai ser padre ou na pior das hipóteses, político. Tem queda.

sábado, 29 de agosto de 2015

Sou mulher fiel

É do conhecimento geral quão gulosa eu sou por poncha. Para não perder o paladar ontem foram a modos que cinco. Mas, atente-se foi desde as sete da tarde às cinco da manhã, com incidência por volta das dez.
Poncha é aquela bebida tradicional da região que é um néctar divino. Atão agora há de tudo, desde couve e hortelã à tradicional "à pescador" que, quanto a mim é mesmo forte e só homens de barba rija e mulher de armas é que bebem. Eu bebo, prontus, já disse; não venham os "carrapatos de estimação" ou seja os anónimos lindos e fofinhos (e já agora vão até até à...que eu mando, sim? E fiquem por lá.) chamar-me epítetos menos bons...
E ontem deu-me para inovar no capítulo das ponchas. E comecei com a minha escolhida a nível de sabores por ser muito nossa. Pitanga. Olhem nem sei o que dizer, ah, já sei, era boa pa deu-deu. Depois tomate inglês, tangerina, maracujá e para finalizar em beleza a mais forte de todas. "Regional" de seu nome. Ah, aquietem-se que bebo ao natural. Detesto a adulteração do sabor em virtude do gelo se derreter.
Portantus, vinde aqui e provai a poncha e escolham de entre os variadíssimos sabores. Faz-se poncha de todas as frutas até de anona.

Se era para me fazeres aborrecer, enganaste-te

Tem sido uns dias de loucura total. Estas festas populares põem-me derreada, mas adoro. Verão é assim, com bailaricos até cair de lado, um equilíbrio nas pernas e na mão, pois que, o copo não pode verter o sagrado líquido. O pior, bem, o pior é aguentar até de madrugada a dançar em cima de uma calçada de pedra.
Mas o melhor passou na noite de quinta-feira quando eu atravessava a arena, qual forcado amador de Sintra, à procura do touro, perdão, da família, sítio estava montado o palco para o Toni Carreira e que, pelas oito horas - e ele actuava às dez e meia, já o mulheredo vibrava e cantava: umas sentadas a aguardar o lugar bem por baixo do cantor, outras de pé a bambolear o corpo aos titmos modernos. Eu, rapariga a queimar os últimos dias nos meus cinquenta e nove anos (uma vez que em Dezembro entro nos sessenta), passo por um camafeu talvez com a minha idade, bem parecido, chapéu à venezuelano, calções curtos, tentando encobrir a idade julgando-se com menos trinta quem sabe?, copo de cerveja na mão, sentado na beira do muro quando eu passo diz, retirando os olhos do copo e olhando para mim:
- "O Toni Carreira atrai quarentonas."
Bem, olhei para ele e ri-me de satisfação, se era para ofender pois provocou o contrário. Fiquei vaidosa. Caramba, uma p' ssoa tenta parecer mais nova, uma p' ssoa cuida-se, mas parecer ter vinte anos menos é coisa boa. É coisa para elevar o ego aos céus e ouvir violinos no paraíso.
Foi tema recorrente da noite toda: os meus quarenta anos!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É desta que emagreço

As manas pulgas, é mais a Maiveilha, agora deram para me dar chá todo o dia. Isto porque é facil ir à horta, apanhar caninha e hortelã, colocar água na cafeteira, premir o botão, esperar com a mão à cintura igual à peixeira do Bolhão, que muito admiro, abanar a anca ementes espera que ferva, lavar as folhas deitar no bule e vualá: um bule cheio de chá perfumado para beber. O pior, o pior é ter de correr à "casinha" de meia em meia hora. De fome posso morrer agora de sede é difícil.
São tão prestáveis estas minhas Pulgas e só querem o meu bem-estar. Chá chá chá meu rico chá chá chá...assim a modos que a dança latina.

Mãe aos 43

A minha sobrinha nunca pensou em ser mãe. De repente, aos quarenta, deu-lhe um desejo. Iniciou o processo de inseminação artificial. Não surtiu efeito, perdeu o embrião. Depois do período de espera, acho que são dois anos, volta a Barcelona, lugar onde se faz inseminação depois dos quarenta (pois que, em Londres, onde reside, não é permitido) e submete-se a novo tratamento.
Está grávida de gémeos aos quarenta e três anos. Claro que estamos todos a torcer para que chegue ao fim e nasçam na paz do Senhor. Mas é uma empreitada!
Não foi o caso de querer antes dos quarenta e não poder. Foi mesmo não querer. Até agora.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

As histórias infantis têm muita influência na vida das crianças

O mê Gu-Gu vê um rapaz portador de nanismo e chama por mim que, ao longe, olhava para ele.
-Avó, avóóó, é um duende. - e apontava para o rapaz.
Palavra de honra, fingi que não conhecia a criança que, alto, chamava pela avó. Certamente não era eu, pois se tivesse um buraquinho metia-me.

Avó aos 33 anos

Até me subiu um arrepio pela espinha acima quando a brasileira que me vendeu duas farturas e seis churros me perguntou se as três Pulgas eram meus filhos.
Diz ela que no "Braziu" não é "normau" as mulheres terem filhos tarde mas que aqui em "Portugau é normau".
E continuou. A mãe dela foi avó aos 33 anos, e mãe aos 15. Portanto, digo eu que é normalíssimo. E a irmã - a que nasceu quando a mãe tinha 15 vai ser avó aos 35.  Tudo nos conformes, atão!
Bem sei que, e aqui coloco a minha opinião, ser mãe depois dos 40  é...bem, como dizer sem melindrar....é um pouco velha, como também acho que antes dos 20 é um pouco nova.
Mas cada um é dono de si e dos seus projectos e se quer adiar a maternidade para perto da menopausa que seja. Enfim.

Parecia ser seguro

Um migrante escondeu-se dentro da caixa da guitarra de uma banda rock para fazer a travessia da Mancha. Um outro estava escondido na bagageira. A banda só os descobriu quando pararam a setenta quilómetros de Calais para abastecer.
Com pena, mas impossibilitados de ajudar pediram aos refugiados para sairerm ao que um obedeceu prontamente mas o outro só pedia "por favor".
Sujeitam-se a tudo para fugirem da miséria de vida e da guerra. Voltar atrás é um esforço uma vez que a liberdade, a humanidade está na outra margem.
Podem ler toda a notícia (aqui).

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dois anos e já viciado?

Oiço cada coisa que me caem os dentes!
Atão não diz um casal com um filho de dois anos que o menino é um viciado no tablet?
Pois olhe minha senhora devia era ser viciada na persistência, na assertividade e quiçá na pedagogia aplicada na palavra "não".
E já agora para que lhe deu o tablet? Ah, já sei, para ele se entreter e não chatear os papás.
Minha alma está perplexa!

Oito leitões, duas porcas, dois coelhos, uma cabra...

...um carneiro, dois cachorros, vinte bisalhos, um porco, três gatos, uma ninhada de muitos gatinhos e duzentas e noventa e nove moscas compõem o espólio do meu vizinho.
E, hoje, as Pulgas foram à quinta do senhor Agostinho, que se situa em frente à minha casa.
E se pensam que vivo na meia serra, desenganem-se.
Foi uma alegria! Além dos animais há as bananas, maracujás, pêras abacates, semilhas... Tudo aqui no Funchal.

Uma grande mulher!

Uma mulher com 250 quilos deu à luz um bebé com15 quilos e oitocentas gramas, acrescento. É entrar (por aqui) para ler.
Eita, minha gente, aquele bebé parecia um boneco Michelin! Até tinha os mesmos pneus! Mas tão fofinho!
Mas imaginam um bebé acabado de nascer com quase desasseis quilos? É fora do normal. E imaginam 250 quilos com mais desasseis na barriga? A "mãe ntureza" tem destas coisas. Impressionante! E emocionante para quem acompanhou este nascimento.
Uma grande mulher mas também um grande bebé e um grande momento para registar no livro dos recordes

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Só peço a Deus, aos santos...

...aos arcanjos e a Nossa Senhora do Sabonete que as minhas Pulgas quando forem adolescentes não cheirem tanto a transpiração como a mocinha que veio na fila 13 lugar C. Eu vim no lugar B e quase que vomitava!
Ainda estou mal-disposta, caramba!

domingo, 23 de agosto de 2015

Cheira-me a que...

...só vai estar sol e bom tempo na minha terra, ou seja, na Madeira.
É que, por aqui, já cheira a outono, folhas no chão, chuva, gente já dentro dos shopes a comprar roupas de inverno, gentes de mangas compridas, botas de cano alto, de pêlo por dentro, mai góde! casacos, impermeáveis e eu, aqui de calções, blusas leves, um mísero casaquito...
Enfim, esta minha cabeça não regula bem e parte do pressuposto que o tempo bom do meu rural vem impregnado no corpo.
Convence-te, mulher do rural, se queres sol e dias compridos não te metas ao mar.

Podem dizer, sem medos, o quão conveniente é!

Não se riam, mas tive de "mercar" ou seja comprar, um parzinho de sapatos, assim baratuchos para desenrascar os últimos dias aqui, na cidade do barroco, uma vez que as previsões são de chuva.
Ora, eu, mulher previdente, desta vez esqueci-me (e vá lá, já sei que estão com aquele sorriso trocista), de meter na valise um par de sapatos para a chuva. Ora, cá pra mim, Agosto é verão, sol, dias quentes, calor, mas o Pedrocas anda mal de la tête e desaba com listradas de água em cima de mim. Não houve remédio para isto senão dirigir-me até aquela loja que começa com "Pri" e acaba com "mark" e escolher algo que cobrisse os dedos dos pés e os calcanhares.
Comprei umas sabrinas. Prontos, era só isso. Mas quem manda Bisalho meu morar em frente do "shopes"?

sábado, 22 de agosto de 2015

Eu penso na vida...

...e nas belas férias que acabam. Não dizem que "o que é bom acaba depressa"?
Foi isso mesmo. Mas fica a certeza que neste momento já penso noutras, porque está sou eu e não tenho tempo para mudar. Nem quero.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Muito bem explicado

Na pastelaria pergunto o que são "frigideiras", pois que uma amiga aconselhou-me a comer quando estivesse em Braga.
"Olhe, são umas coisas redondas com carne."
Fiquei esclarecida.

E depois das Bolas de Berlim...

...uma bela e gulosa Paella de Mariscos, não sem antes petiscar uma dose de gambas e pimentos padron "foice". E onde se come a bela da paella? Pois tá claro como água cristalina...
Em Baiona à beira-mar vendo as gaivotas. Ai ancas perdoem-me, mas tinha que ser! Depois eu compenso-vos com uma dieta à la carte, mas agora não.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uma mulher não é de ferro!

É de carne e osso e, além disso, precisa de se alimentar, para dar de comer aos vícios, vá lá. E como a vida já por si só é amarga, há que injectar uma dose de açúcar granulado e dissolvido. Mas poupei no café. Café sempre sem açúcar para não engordar.
E que mal faz uma bolinha de Berlim com recheio de frutos silvestres? Faz algum mal?
Não, não faz mal nenhum. Só pesa na consciência. E nas ancas.

Esta sim, uma boa prenda...

...e recebia-a há muito tempo. Bisalho há 31 anos a "assoprar" balões.
Parabéns.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Tão, mas tão apropriado!

Eu sou rapariga para dar tudo em troca de um parzinho de sapatos. Já dei o que tinha de mais precioso quando me convenceram a que se desse davam-me uns sapatos brancos e levavam-me ao altar, enfim, fui enganada!
Atão, eu, rapariga que dá tudo por uns míseros sapatos mesmo sendo do chinês, entra numa loja e não digo o nome pois este meu humilde casebre não recebe nada por andar a publicitar, só digo que começa com Pri  e acaba com mark, e mainadinha.
Entro na dita cuja e não é que a sandália do meu lindo pé esquerdo se rebenta?
Não houve remédio canão comprar umas porque descalça eu não ia sair da loja e, comprei mais umas, de rebendita, por ter-me feito passar uma vergonha.
Caramba, fiquei tão chateada!

Totalmente de acordo

Li no Notícias ao Minuto que "os filhos que maltratam os pais vão ficar impossibitados de receber a herança".
Ora, eu, mulher de grandes posses de terras, vivendas em várias partes do mundo, mais carros de grande cilindrada e de luxo, acrescente-se, e ainda lotes de ouro e contas na Suíça, sou, a modos que uma "Ricarda Salgada", já fiz ver aos meus filhos e até ameacei que "ou tratam-me bem ou ficam a ver navios na ponta do cais".
Eles, com receio de ficar com as algibeiras viradas do aveso, têm-me debaixo d'olho, não vá o diacho do demo atentar-me e deixar todo este espólio nas mãos dos políticos que nos (des)governam. E acabar numa vivenda de luxo, com polícia à porta por conta do erário público.

domingo, 16 de agosto de 2015

Chuva no lombo

Há quem diga "chuva no rabo", mas eu, mulher delicada, não digo parvoíces; senão às vezes, oiço alguém a dizer baixinho enquanto bate com as unhas no tampo da mesa da cozinha, sim, são horas da janta e muitas de vocês fazem exactamente como eu: um olho na panela outro na internet, mas, como dizia eu antes de divagar, uma pessoa sai da bela da ilha no Atlântico, ali perto de Marrocos com um sol de rachar pedras e vem para este " penico do Céu" apanhar o senhor São Pedro ou Pedrocas para os amigos íntimos, com uma incontinência desgraçada que nem as fraldas Tena Lady dão vazão.
O estuporado podia deitar as suas mijinhas na cabeça das outras, mas não, é mesmo em cima de mim, até parece praga.
Praga! Mais valia ter ido até lá pelo menos está bom tempo.

Ele está doente

Só pode. Com estes esquecimentos com que me tem brindado ultimamente tem sido complicado entendê-lo. Promete chuva e dá vento, como diz o outro. Difícil mesmo.
Eu até já penso em Alzheimer, credo em cruz, estes pensamentos matam-me, mas uma dúvida assola-me ao pensamento. Será? Ou será sinilidade? É que ele é velho e com a idade vêm as maleitas, é a modo que pacote completo.
Olhem para o dia de hoje: Verão, Agosto, férias e mais parece outono. O gajo anda trocado. Pedrocas, estamos no hemisfério norte e, supostamente, é, ainda, verão. Estás baralhado, homem do demo!
Dá-me sol, calor, dias alegres, sim? Custa muito?

sábado, 15 de agosto de 2015

Nunca imaginei ver

Olhei e re-olhei com olhos esbugalhados quase a sairem do espaço orbital!
Atão não é que vi com estes dois que tenho, e que a terra não há-de comer, uma cachorra, vulgo cadela, com as unhas pintadas de cor de rosa?
Oh pah (olha eu a falar à lisboeta!), até revirei os olhos e usando as palavras da minha avó disse "cruzes-credo-abrenuncia (e aqui faço o sinal da cruz) a que tempo se chega!"
Pintar unhas a cadelas, é coisa fora do normal!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Detesto estes sensores da casa de banho

Está uma pessoa no escritório, leia-se WC, e não é White Chapel, e apercebe-se que a luz finou-se. Apercebe-se também que trabalha através de sensores. Atão a pessoa tem de abanar-se para dar à luz. Não resulta. Acena com uma mão, nada, com as duas, que triste figura, ainda bem que ninguém vê o esforço para manter-se sentada a fazer pontaria e tentar que o diacho da luz ligue, poça, é que não se vê onde está o PH!, o mesmo que papel higiénico. E é preciso para completar a tarefa. Limpo? Não limpo? Claro que sim.
Pior, nem com gestos se a luz chega. E nunca chega! O resto do serviço é feito às escuras. Triste vida, esta!
No final, a pessoa apercebe-se que o sensor está fora e não dentro da casa de banho.
Shite, faque seique! Só a mim!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

E peço responsabilidades a quem?

Ao senhor vento que cuspiu a cortina pela janela fora e a dita teve a desdita de se prender no tapa-sol que por sua vez fechou a abriu à descrição deixando neste estado lastimoso a cortina? E agora faço, quiçá, uma reclamação por escrito e exijo uns cortinados novos. Bem que precisava!
Ou, então avança um peditório...
Alguém?

Quando sou eu tudo bem, agora se é outra pessoa, cuidado!

A propósito de alguém que, muito aborrecida, comentava acerca de, na praia, estar uma pessoa tirando fotos onde as filhas eram "a figura central".
Ora, esta mesma pessoa coloca fotografias das filhas em todas as posições até na retrete. Estava ela muito aborrecida e cheia de medo porque o homem poderia ser um predador. Aceitava eu os medos e as dúvidas se soubesse que a pessoa em questão preservava a sua privacidade. Mas não. Toda a sua vida e a das filhas é relatada em pormenor no seu blogue acompanhado com fotografias bem explícitas das crianças.
Daí que uma pessoa seja difamada e apelidada de predador sexual e pedófilo só porque estava a fotografar o sítio onde as crianças brincavam vai a distância do sol à lua.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Embrulhada (de estômago)

Isto de fazer noitada, por mais que me custe afirmar, vai pesando no corpo. E, usando o aforismo "quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga" cai que nem tordos hoje.
Depois de um prato de ameijoas para entrar, sem fazer conta da tábua de queijos e a poncha de tangerina para fazer a cama no estômago, depois um bacalhau no forno, acompanhado de vinho branco e salada "detox", pudim de maracujá, bolo, e depois...
Depois, foi o descalabro.
Poncha à Pescador e Regional feitas pelo mê Bisalho e, como sobrava sempre uma porção, mais poncha. De cada vez que se bebia, brindávamos à Vida, à Amizade, à Família e a qualquer coisa, o intuito era mesmo brindar.
Três da matina e a gente nisto sabendo que o Bisalho e Madame tinham o avião para apanhar logo pela fresca.
Férias e Verão algo que me embrulha o estômago.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Mas há dúvidas...

...Que é português?
Ninguém duvida, claro. E os outros é que são os otários. Nós, os que respeitamos, os que para passar têm de fazer transgressão ou então esperar...
Porque a Madeira vive do turismo há que ser simpático e levar os turistas ao colo (força de expressão), até ao passeio para ver as vistas. Eles, os turistas, não podem andar muito, caramba...

É sempre assim, não é?

O mê Bisalho apetece-lhe chicharros fritos com milho cozido. Se vos disser que dei a volta à ilha e não há um estupor dum chicharro, devem achar que estou a caçoar. Mazé, darlingues, não há em lado nenhum.
Ainda me sentei a pensar (não sei pensar de pé, cansa-me as pernas), e só tenho um pensamemto àcerda da falta dele. Realizou-se a festa do peixe espada preto em Câmara de Lobos e, pelo que observei, os xavelhas estavam todos encostados à baía, à linda baía de Cãmara de Lobos. Não se deitaram ao mar para a faina.
Pescar só se fôr lá pó fim de semana quisto de andar em arraias também cansa.

Para quem não saiba, "xavelhas" são o tipo de barco próprio desta localidade, embora os naturais de Câmara de Lobos sejam também conhecidos por "xavelhas" por serem, maioritariamente, pescadores.

Fanatismo, pois com certeza

No Dubai um pai deixou que a filha morresse afogada só porque não permitiu que os nadadores-salvadores a tocassem.
Para ler tudo entrai...pelo linque.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Que simpática!

Assim que entro no café para a bica matinal, tenho já em cima da mesa as duas bicas cheias que costumamos beber - eu e o mê senhor.
"São para nós? Como sabia pois que acabámos de entrar?"
"Ouvi o barulho do carro".
Bem, imaginem que, hoje, asssim pela fresca me apetecia uma injecção de álcool, a modos que, um whisque ou um vodka laranja ou, na pior das hipóteses, um bagaço? Teria de beber o café colocado gentilmente pela empregada para me satisfazer ou diria que não me apetece café hoje, mas sim, uma bomba de alcool?
Serviço rápido e eficiente assim a modos que ganhei uma amiga. Mas, cuidado, eu mudo de hábitos com frequência salvo seja o casamento...e o marido. Enáfe...

Eita, tanto caralhinho junto!

Estão à vista de todos no Miradouro do Cabo Girão que, como sabem, é o mais alto promontório (ou cabo) da Europa.
Ide, senhoras e comprai antes que esgote. Eu tenho três em casa e um em Braga. Que nunca me falte um caralhinho prá mão, e para servir os amigos.

domingo, 9 de agosto de 2015

Festa do Peixe Espada Preto

E que tal uma poncha de tangerina a olhar a baía de Câmara de Lobos, às duas da manhã, depois de dançar até cair ao som dos Abba, é bom não? Pois é, caiu que nem azeitonas!
E se acrescentarmos uma bela espetada no Estreito? Atão, cai que nem tordos.
Contra-senso, ir à festa com a barriga a rebentar de carne quando o mote era o peixe espada. Talvez! Mas a poncha estava divinal!

sábado, 8 de agosto de 2015

Quem conhece?

Se há por aqui alguém que conheça, levante o dedo ou dê um passo em frente. Que eu veja, sim?

E depois, há aqueles dias em que...

...não apetece falar com ninguém, tenta-se passar despercebida sem máscara, olha-se para todo o canto à procura daquele que melhor te dá sossego e depois...
Depois, aparece uma gralha faladora que fala fala e no fundo não diz nada de novo. E só apetece mandar caçar "grilhos" qué como quem diz: "pentear macacos" para ser delicada, canão ia a outra frase mais brejeira que é mandar para aquele sítio onde há muitas moscas e, como diz o outro "se há moscas há...", enfim.
E fica-se, assim, sem jeito, sem pachorra, sem vontade de verbalizar, aliás, nem te dão espaço nem tempo.
E aquele bocadinho de sossego ficou no pensamento...
Só "dilhemas" a minha vida, só "dilhemas" como se diz no meu rural, não sei se fujo se mando ao sítio. Acabo por ficar eu, no sítio.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Há pessoas

Um tipo de pessoas que contradizem tudo o que outras dizem. Isto faz com que a pessoa enceta uma frase e já a outra, a pessoa que tem o espírito mórbido de contradição, começa logo a abanar a cabeça dando a entender que aquilo que a outra diz está errado.
Ora, a mim chateia-me de morte e apetece-me começar aos murros e pontapés mas, como pessoa instruida e delicada com boas maneiras, sim, que a minha mãe e tia-velha ensinaram-me a ter delicadeza, calo-me. Somente calo-me, e deixo-me ficar por mentirosa.
Mas por dentro corroi-me a alma saber que aquilo que digo é certo e ter de me calar para não levantar poeira. Porque se rodo a saia até fazer aragem o fogo pode pegar...

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Tabaibos...

...ou como dizem os camones que nos visitam: "tobeibos". É, assim, uma coisa fora do normal, só nesmo para quem aprecia. Também chamados de "figos da Índia", dão, por aqui, no meu rural, como ervas daninhas nas tabaibeiras cheias de espinhos.
O homrm que me serviu, salvo seja a expressão, tirou-os de dentro da casca com as suas mãos, sem luvas. E se vos disser que  fiquei eu com picos, acreditam?

Eu também uso...

...mas é na salada.
Uma rapariga preocupada com a vida dos outros (brincadeirinha saudável), ou melhor, com aquel ardor que sentia ao ver o cabelo da amiga tão saudável, brilhante, vai daí, com a inveja a corrrer-lhe nas veias perguntou-lhe que shampoo usava. Ela respondeu que desde há muito que não colocava shampoo nem amaciador no seu belo cabelo tipo Rapunzel.
A outra, invejosa como tudo, também queria ter uma rapunzel pelas costas abaixo e vai daí começou a usar a receita da outra, coisa tão simples que até pode lavar o cabelo na pia da cozinha pois é lá que se encontram os dois ingredientes: vinagre de maçã e bicabornato de sódio. E se vissem? Até ficavam invejosas! Como eu!
Eu cá nan sei mas, vi as fotografias do cabelo da rapariga e está lindo de morrer.
Ai não acreditam? Ide, às carreiras e googlai, pois que perdi o caminho que tinha para pôr aqui.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Não tem a ver o cu com as calças

Deixem-me que diga, já enjoa, isto é, cheira mal que para nós madeirenses quando uma pessoa enjoa refere-se a cheirar mal. Enjoar dos pés é terrível, pfuuuuuuuu...
Refiro-me ao assunto "ilha grega presente de casamento do CR7 ao Jorge Mendes".
Será que uma p'ssoa já não pode dar o presente que quer? Será que faz comichão a muitos ele ter dado uma ilha, uma mísera ilha grega (e aqui sai um suspiro de saudade do cruzeiro que fiz às ilhas gregas), como gratidão pelos serviços, amizade e conselhos dados? É nobreza de carácter, é gentileza, eu sei que não lhe custa dar, que tem muito mais que não lhe faz falta, mas podia ter dado uma prenda mais semenas, mas não, foi logo uma ilha grega para agora andarem a comentar a relatar disto. A melhor que ouvi foi que devia ter comprado as Selvagens, as Desertas sempre era em Portugal. Mentalidades do diacho.
Oiçam minha gente, tomara eu ter alguém que me dê...não peço uma ilha, isso é coisa de pobre, e já há muita gente a dar ilhas...que me dê, sei lá, um cofre cheio de milhões, praí  50 milhões para eu depois comprar uma ilha grega?
Alguém? Por aqui há uma alminha benemérita?

Vaia e se não for-ir fique em casa

Há muito tempo que não ouvia esta palavra: "vaia". Ouvia-a hoje.
Duas mulheres conversavam à porta da padaria. Uma queixava-se que o marido tem saído muito porque está de férias e ela fica em casa, que não tem tido pachorra e "tem tado semenas". A outra responde-lhe:
- Olhi, se não quer ficar em casa sozinha vaia. Vaia também.
Ora bem! E se não "for ir", que fique "como um cachorro", digo eu. E pergunto, sem que ela me oiça: "e vais-ir (vázir) com ele?"
Ai, estes ditos que por aqui se usa (ainda). Isto há gente que não sabe falar "à política".

Vaia e se não for-ir fique em casa

Há muito tempo que não ouvia esta palavra: "vaia". Ouvia-a hoje.
Duas mulheres conversavam à porta da padaria. Uma queixava-se que o marido tem saído muito porque está de férias e ela fica em casa, que não tem tido pachorra e "tem tado semenas". A outra responde-lhe:
- Olhi, se não quer ficar em casa sozinha vaia. Vaia também.
Ora bem! E se não "for ir", que fique "como um cachorro", digo eu. E pergunto, sem que ela me oiça: "e vais-ir (vázir) com ele?"
Ai, estes ditos que por aqui se usa (ainda). Isto há gente que não sabe falar "à política".

Vaia e se não for-ir fique em casa

Há muito tempo que não ouvia esta palavra: "vaia". Ouvia-a hoje.
Duas mulheres conversavam à porta da padaria. Uma queixava-se que o marido tem saído muito porque está de férias e ela fica em casa, que não tem tido pachorra e "tem tado semenas". A outra responde-lhe:
- Olhi, se não quer ficar em casa sozinha vaia. Vaia também.
Ora bem! E se não "for ir", que fique "como um cachorro", digo eu. E pergunto, sem que ela me oiça: "e vais-ir (vázir) com ele?"
Ai, estes ditos que por aqui se usa (ainda). Isto há gente que não sabe falar "à política".

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Olha m' outra!

Um judeu fundamentalista ortodoxo matou uma jovem numa manifestação gay. Até aqui nada de novo, tirando o facto de este orangotango, com todo o respeito por esta espécie, ter tirado a vida a alguém. O caricato, se posso assim falar é que, este judeu esteve durante dez anos preso por ter cometido esta mesma proeza (matou alguém na manifestação gay de há dez anos).
Agora digo, matou em 2005, esteve dez anos preso saíu em liberdade e vai cometer o mesmo crime? Fanático misantropo!
Certamente, vai para a choldra mais dez anos e lá para 2025, se sair antes da manifestação, tungas pacheco, vai mais um...
Ai humanidade que está nas mãos de loucos sem sangue nas veias!

Olha m 'esta!

Sem palavras! Estou estarrecida! Este pulha teve coragem de matar quem o ajudou? Cada vez me convenço mais que o mundo já não é um lugar seguro! Há gente que não é gente!

domingo, 2 de agosto de 2015

A minha avó dizia...

...e eu contrariava-a sempre (que querem?, este feitio de ser espírito de contradição, mata-me, por vezes) que o primeiro (dia) de Agosta era o primeiro (dia) de inverno.
E, hoje, ao olhar este dia que até tenho um leve casaquito vestido lembrei-me dela e, não sei se a senhora minha avó - mulher generaleza da época do Estado Novo, não tinha razão.
Avó, oquei, desculpa todas as vezes em que dizias que era respingona, e eu respingava em todas as direcções, minha velha reles que me dava com a colher de mexer o milho na "zarcas" ou costas, melhor dizendo, tens toda a razão. Este dia assemelha-se àqueles em que sendo outono parece ainda verão ou já inverno.

Fotografia: Subida para a freguesia da Ilha, São Jorge, zona norte

sábado, 1 de agosto de 2015

Adoro ar encanado

Com este calor nada me sabe tão bem como me colocar a meio das correntes de ar à espera do ar encanado. Assim que vejo as cortinas a sair pela janela fora, como se fossem fugir, sinal de ar encanado vou às carreiras puxá-las para dentro e, aproveito a brisa que sopra.
Há quem espirre, há os alérgicos, os que fogem delas, os que sentem um friozinho na espinha, sinal de que uma corrente de ar está a passar e fecham logo a porta porque vão constipar. Constipam por antecipação.
Eu não. Eu coloco-me, deliberadamente, entre as portas abertas ou entre as janelas à espera daquele ar fresco que me seca o pescoço que me solta o cabelo. Se me sento a ver televisão, e se os calores sobem até à "zorelhas" abro logo a porta. Nada melhor que ar encanado! Dá saúde e refresca.